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IEMINHO. “António Vilela quer comprar 7.000m2 de terreno por 850.000€”

Paulo Marques, líder do CDS-PP de Vila Verde, acusa António Vilela, edil, de querer comprar 7.000m2 de “terra”, referindo-se ao Instituto Empresarial do Minho (IEMINHO), por 850 mil euros.

Em comunicado enviado à redação do Semanário V, Paulo Marque diz ser “incompreensível a falta de conhecimento e de interesse que o município de Vila Verde mostrou em relação ao IEMINHO, mesmo sendo um dos sócios maioritários”. Diz o centrista que em “2002 nasce o IEMINHO, com sede em Soutelo. O município, liderado pelo Eng.º José Manuel Fernandes, entrou como sócio maioritário comprando o campo onde está sediado por 259.000€. Não se percebe o porquê, mas esta doação deste terreno só foi registada na contabilidade da autarquia no ano passado. O modelo de gestão, licenciamentos, estratégia, etc., foram delineados pelo Engº José Manuel Fernandes em conjunto com os restantes parceiros fundadores. Basicamente a ideia era criar empresas inovadoras, empreendedores, negócios.”

O centrista diz que o edifício nunca foi registado nas finanças. “Foi construído o edifício, mas nunca foi registado quer nas finanças quer na conservatória, isto é, legalmente não existe. O que há de legal são 7.000m2 de terra.”

Diz Paulo Marques que em 2018, a “AIMINHO [Associação Industrial do Minho] faliu, fruto de gestão criminosa o IEMINHO tem um passivo de 3.2 milhões de euros.”

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) acusa a instituição de fazer parte de uma longa rede de corrupção que envolve a AIMINHO num processo por suspeitas de fraude e desvio de fundos europeus, num total de 10 milhões de euros e que envolve 126 arguidos. “Como já não pode recorrer a fundos comunitários, o IEMINHO pede a insolvência”, afirma Paulo Marques.

“Ninguém tem culpa pela gestão danosa, a corrupção e as dívidas que por lá andavam”

Segundo o líder centrista “o município de Vila Verde diz que, embora seja sócio acionista maioritário, desconhece completamente o problema, nunca até hoje algum representante desta autarquia no IEMinho reportou o que quer que seja. Ninguém sabe de nada. Portanto, faliu e o sócio maioritário não sabe sequer que haviam problemas, financeiros e judiciais, lavando as mãos. Basicamente, ninguém tem culpa pela gestão danosa, a corrupção e as dívidas que por lá andavam.

“António Vilela quer comprar 7.000m2 de terreno por 850.000€”

Paulo Marques diz mesmo que o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, “não sabe o que lá quer criar, mas quer comprar por 850 mil euros o IEMINHO, compreenda-se, 7.000m2 de terreno porque nas finanças e na conservatória o edifício não existe.”

Paulo Marques deixa uma série de questões ao executivo camarário e aos vila-verdenses. Comunicado na íntegra:

Tendo em linha de conta o que tem vindo a público a intenção do Município de Vila Verde comprar o terreno onde estava sedeado o insolvente IEMINHO de Soutelo, bem como, o facto de considerarmos incompreensível a falta e conhecimento e de interesse que o município de Vila Verde mostrou em relação ao IEMINHO, mesmo sendo um dos sócios maioritários, o CDS fez hoje chegar ao executivo camarário, PSD e PS, um pedido de informação urgente sobre este assunto.

Assim, tendo e linha de conta que no ano de:

2002

Nasce o EIMINHO com sede Soutelo, Vila Verde. O município, liderado pelo Eng.º José Manuel Fernandes, entrou como sócio maioritário comprando o campo onde está sediado por 259.000€. Não se percebe o porquê, mas esta doação deste terreno só foi registada na contabilidade da autarquia no ano passado. O modelo de gestão, licenciamentos, estratégia, etc., foram delineados pelo Engº José Manuel Fernandes em conjunto com os restantes parceiros fundadores. Basicamente a ideia era criar empresas inovadoras, empreendedores, negócios.

Ali foi construído o edifício, mas nunca foi registado quer nas finanças quer na conservatória, isto é, legalmente não existe. o que há de legal legal são 7000m2 de terra.

2013

O presidente do município, já o Dr. António Vilela, dizia:

– “Vila Verde assume-se como um Município pioneiro e, até mesmo, uma âncora para a economia da Região e do País».

– Temos “Um projeto de carácter inovador, de ponta, incubação de empresas de elevado índice tecnológico, de excelência tecnológica».

– “Estamos em presença de um projecto de grande relevância para o concelho”.

– “É um projecto que está a correr muito bem… isso é o que mais nos motiva”.

– … por aí fora!

2015, 2016, 2017

Prejuízos consecutivos de elevado valor.

Em 2017 o Eng.º José Manuel Fernandes diz sobre o a AIMINHO e o seu presidente, Dr. António Marques:

“Dou-lhe os parabéns pelo trabalho realizado nestes 14 anos, que é um trabalho excelente”.

“Aquilo que eu noto é que a associação industrial do Minho tem andado à frente de outras instituições, tem acompanhando o mundo”.

2018

AIMINHO faliu.

Fruto de gestão criminosa o IEMINHO tem um passivo de 3.2 milhões.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) acusa a instituição de fazer parte de uma longa rede de corrupção que envolve a AIMINHO num processo por suspeitas de fraude e desvio de fundos europeus, num total de 10 milhões de euros e que envolve 126 arguidos. Como já não pode recorrer a fundos comunitários, o IEMINHO pede a insolvência.

O município de Vila Verde diz que, embora seja sócio acionista maioritário, “desconhece completamente o problema”, “nunca até hoje algum representante desta autarquia no IEMinho reportou o que quer que seja”. Ninguém sabe de nada. Portanto, faliu e o sócio maioritário não sabe sequer que haviam problemas, financeiros e judiciais, lavando as mãos. Basicamente, ninguém tem culpa pela gestão danoso, a corrupção e as dividas que por lá andavam.

2019-2020

António Vilela não sabe o que lá quer criar, mas quer comprar por 850.000€ o IEMINHO, compreenda-se, 7000m2 de terreno porque nas finanças e na conservatória o edifício não existe.

Posto tudo isto, o CDS:

  1. Considera que, após 18 anos de existência, feita a vigarice e roubado mais uma vez o dinheiro dos vila-verdenses, não temos outro remédio senão ficar aquilo. Está no nosso concelho, tem uma infraestrutura feita e consideramos que se for gerido por gente séria e com visão pode ser realmente uma mais valia para Vila Verde.
  2. Incompetência e irresponsabilidade dos representantes do município na gestão, danosa, do dinheiro dos vila-verdenses gasto no IEMINHO.
  3. Vemos potenciais ilícitos criminais nos registos que têm que ver com a instituição. O CDS não se coibira de, caso não tenhamos uma resposta esclarecedora por parte do executivo camarário nos próximos dias, entregar ao ministério público o dossier que temos sobre este tema.

Desta forma, fizemos ao executivo camarário as seguintes perguntas:

  1. O que vão os vila-verdenses comprar afinal?
  2. Se o que existe legalmente é um terreno de 7000m2, vão os vila-verdenses pagar 850.000€ por terra, que até já foi comprado e doado no passado?
  3. O não registo do imóvel não é uma ilegalidade da qual o município de Vila Verde se devia ter afastado, já em 2002?
  4. O Município vai registar o edifício antes de o comprar e depois vai compra-lo?
  5. Não teria ficado mais barato aos vila-verdeneses que o executivo não se tivesse alienado da gestão do instituto e assim não deixar que ele tivesse os problemas que teve? (isso vai custar 850.000€ às nossas famílias + os 259.000€ já pagos, o que dá um total 1.109.000€ pelo terreno).

Aos vila-verdenses perguntamos

  1. a) Investiria as suas poupanças num negócio e depois não queria saber dele? Acha normal? Acha aceitável?
  2. b) Acha justo que seja você a pagar um terreno (850.000€) porque o seu município não sabia o que se passava num negócio em que, imagine, era sócio maioritário?
  3. c) Acha justo andarmos a pagar por uma coisa que já era nossa? Não podíamos ter assumido a gestão da instituição a tempo?… tínhamos poupado pelo menos 850.000€.
  4. d) Lembra-se da empresa municipal PROVIVER? Outra gestão vergonhosa e incompetente que custou mais de 1 milhão de euros aos Vila-verdenses.
  5. e) Não acha estranho que nunca haja culpados de nada?
  6. f) Acha normal viver num concelho onde as pessoas têm medo sequer de falar? Acha que vive em democracia?

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V