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“A Ecovia e o autarca empreiteiro”. Paulo Marques volta ao ataque a Vilela e suas obras

Paulo Marques, líder do CDS-PP de Vila Verde, voltou esta semana a tecer duras críticas à gestão autárquica no concelho de Vila Verde, liderada por António Vilela.

Em comunicado enviado ao Semanário V, os centristas dizem que “quando se esperava uma clarificação da estratégia para o futuro para o concelho, foi com surpresa que lemos as palavras do presidente de câmara sobre a obra da ecovia.”

“São mais uma vez uma série de generalidades, vazias de conteúdo, repetidas há anos e que nada dizem em concreto, próprias de quem não faz a menos ideia para onde quer ir. No fundo, é mandar areia para os olhos das pessoas e esperar que ninguém pergunte nada. É pena!”, diz o centrista.

Gestão do tipo ‘autarca empreiteiro’

Para Paulo Marques o edil vila-verdense usa as obras com o propósito de arrecadar dividendos nas eleições autárquicas: “António Vilela reflete uma forma de gestão autárquica que consiste apenas em fazer obras, ir construindo e mostrar grandeza com despesismo desenfreado (José Manuel Fernandes é um bom exemplo disto). É a gestão do tipo ‘autarca empreiteiro’, constrói tudo e mais alguma coisa, mas não faz a mínima ideia do que lá vai fazer a seguir ou como rentabilizará cada obra em benefício da comunidade. É um tipo de autarca que não gera oportunidades para os seus munícipes, nem atrai investimento, não desenvolve efetivamente o concelho, apenas gasta sem saber para quê, normalmente com uma orientação temporal clara… próximas autárquicas!”

Comunicado na íntegra:

Quando se esperava uma clarificação da estratégia para o futuro para o concelho, foi com surpresa que lemos as palavras do presidente de câmara sobre a obra da ecovia. São mais uma vez uma série de generalidades, vazias de conteúdo, repetidas há anos e que nada dizem em concreto, próprias de quem não faz a menos ideia para onde quer ir. No fundo, é mandar areia para os olhos das pessoas e esperar que ninguém pergunte nada. É pena!

António Vilela reflete uma forma de gestão autárquica que consiste apenas em fazer obras, ir construindo e mostrar grandeza com despesismo desenfreado (José Manuel Fernandes é um bom exemplo disto). É a gestão do tipo “autarca empreiteiro”, constrói tudo e mais alguma coisa, mas não faz a mínima ideia do que lá vai fazer a seguir ou como rentabilizará cada obra em benefício da comunidade. É um tipo de autarca que não gera oportunidades para os seus munícipes, nem atrai investimento, não desenvolve efetivamente o concelho, apenas gasta sem saber para quê, normalmente com uma orientação temporal clara… próximas autárquicas!

Diz António Vilela que a Ecovia visa a “promoção da economia da região”.

Perguntamos:

Mas na prática o que quer isso dizer?

Como uma ecovia de 3.75km vai conseguir a “promoção da economia da região?

Sem um posicionamento e sem uma estratégia que englobe todo o concelho parece-me caro, muito caro, serão 1.5ME para mais um capricho eleitoral.

Também o IEMINHO visava a “promoção da economia da região”, era um imenso orgulho e uma mais-valia gigante de inovação e empresas, seria geradora de emprego e negócios para os vila-verdenses. Custou milhões ao município (1.109.000,00€), por um terreno que já compramos, demos e vamos voltar a comprar. Custou também processos judiciais vergonhosos.

Perguntamos:

Sabe o executivo camarário, pelo menos, quantos empregos criou para os vila-verdenses?

O pior é que querem voltar a fazer tudo de novo.

CASA DO CONHECIMENTO

Também visava a “promoção da economia da região”. Custou 1.76Milhões, quando inaugurado já estava obsoleto e ninguém sabe bem para que serve. Está fechado o ano quase todo.

Perguntamos:

Afinal que ciência lá é feita?

O que ganharam, hoje e no futuro, os vila-verdenses com este tremendo investimento?

ADEGA CULURAL

Apesar de décadas de atraso de utilidade indiscutível, também será de “elevado interesse estratégico para o concelho de Vila Verde” e custará 2.7 Milhões. Já há quem reclame indeminizações superiores a 324.000€ e ainda a obra vai no início. Vai tudo acabar num acordo extrajudicial, alguém aposta comigo?

Perguntamos:

Qual o plano estratégico para a cultura que lá se fará e que justifique o investimento?

Como se enquadra no plano de desenvolvimento do concelho?

E ainda, CIÊNCIAS GASTRONÓMICAS.

Também será de “elevado interesse estratégico para o concelho de Vila Verde” o Centro de Investigação, Promoção da Gastronomia e Ciências Gastronómicas, num investimento superior a 1,3 milhões de euros.

Perguntamos:

O que vai trazer a ao concelho, na prática? Empregos? Clientes para os nossos restaurantes?

A EPATV não poderia fazer isso?

Não se pode aproveitar instalações feitas e sem utilidades no concelho para isso? É mesmo preciso gastar 1.3ME?

São 8.371ME sem um plano de desenvolvimento integrado, sem objetivos mensuráveis e sem avaliação de custos futuros. É obra!

Infelizmente, os resultados estão aí, não há que enganar, é estatístico. Envelhecimento da população, abandono do território (principalmente a norte), o sul do concelho cada vez mais um dormitório de Braga, falta de oportunidades de emprego, falta de investimento empresarial relevante, falta condições de vida para as famílias e, pior, falta de perspetivas futuras.

Uma ÚLTIMA NOTA para o pedido de esclarecimento do CDS ao Dr. Vilela há 2 ou 3 semanas e que, mais uma vez, se recusou a responder. É lamentável a aberração democrática que se tornou Vila Verde, onde o povo não se pode exprimir livremente ou ter uma opinião diferente da do PSD local sem sofrerem consequências, vinganças, onde a cultura de oposição não existe, numa espécie de fascismo moderno, com largos tiques bolcheviques associados. Um totalitarismo próprio de quem incapaz de liderar pelo exemplo que dá, pelo respeito que impõe nos seus atos, pela credibilidade e honradez, pela nobreza do seu carater. 

É o que dá as maiorias absolutas. Vila Verde precisa quebrar este ciclo.

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