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Vila Verde. Falta de transportes públicos: “inércia” da autarquia preocupa socialistas

O novo Regime Jurídico de Serviço de Transporte de Passageiros (RJSPTP), aprovado pela Lei nº 52/2015, de 9 de junho, providencia um enquadramento para a delegação de competências, que até agora estavam centralizadas no Instituto da Mobilidade e Transportes, para as CIM’s e Municípios. Desta feita, os municípios do Cávado passaram a ser autoridades de transportes competentes quanto ao serviço público de transporte de passageiros municipais, enquanto que, para Comunidade Intermunicipal do Cávado, foram transferidas competências relativas ao serviço público de transporte de passageiros intermunicipais que se desenvolvam integral ou maioritariamente dentro da NUT III Cávado.

Com esses contratos – assinados no mês de Julho de 2016 – pretendia-se promover uma maior eficiência e gestão sustentável do serviço público de transporte de passageiros, bem como a universalidade do acesso e a qualidade dos serviços, a coesão económica, social e territorial, o desenvolvimento equilibrado do setor dos transportes e a articulação intermodal.

Diz José Morais, vereador na Câmara de Vila Verde, que “infelizmente o período de pandemia levou à suspensão da quase totalidade dos transportes públicos no concelho de Vila Verde. E a fase de desconfinamento em que nos encontramos ainda não permitiu a retoma de tão importante serviço prestado às populações, ao contrário do que tem acontecido noutras autarquias.”

O vereador realça o que o Semanário V testemunhou esta semana na praça do Município, aquando da manifestação dos motoristas de transportes de passageiros – o norte do concelho não se consegue deslocar: “o norte do concelho, por exemplo, encontra-se sem carreiras regulares de transportes públicos, à semana e fim de semana, agravando ainda mais o isolamento com que já se debatem. São vários os munícipes que nos têm feito chegar esta preocupação e constrangimento.”

José Morais diz que os vereadores socialistas já alertaram para esta situação há várias semanas e que “perante a inércia demonstrada e continuação do problema” solicitam a António Vilela, edil, que “esclareça o que se está a passar com os transportes públicos de passageiros, indique que rotas existem atualmente e a frequência das mesmas e encete esforços para resolução deste problema.”

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