País

Detido homem de 71 anos por “branquear” 3,7 milhões de euros em Portugal

Detenção, em flagrante delito, de um homem de 71 anos, pela prática dos crimes de branqueamento e falsificação de documentos

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, em estreita colaboração com as autoridades policiais de França e Israel, procedeu, na passada sexta-feira, à detenção, em flagrante delito, de um homem de 71 anos, pela prática dos crimes de branqueamento e falsificação de documentos.

A detenção ocorreu nas instalações de um banco, em Lisboa, quando o arguido procurava fazer um levantamento em numerário, referente a uma conta bancária, de uma empresa, da qual se apresentava como gerente.

A investigação conduzida permitiu apurar que este indivíduo integrava uma organização criminosa internacional, que utilizava o sistema bancário nacional para branqueamento de elevadas somas, obtidas ilicitamente, através da prática de burlas de natureza informática, em países estrangeiros.

Para tal, o detido, recorrendo a três passaportes falsificados (originais furtados ou extraviados com substituição da página referente aos dados de identificação do titular) abriu um total de três empresas em Portugal, entre novembro de 2019 e março do corrente ano, ao que se seguiu a abertura de várias contas bancárias de empresa, em diversos bancos nacionais.

Após a abertura das contas as mesmas começaram a ser creditadas com dezenas de transferências todas de origem internacional (o que permite indiciar que esta organização apenas usaria Portugal para fins de branqueamento) seguidas de múltiplas transferências internacionais com o objetivo de dissimular a origem dos fundos.

Estima-se que os valores creditados nestas contas ascendam a 3,7 milhões de euros.

Presente às Autoridades Judiciárias competentes, foi aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

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