Curiosidades

Recolhido recorde de veneno de cobra na Austrália que dá para matar 100 pessoas

3,32 gramas de veneno de uma cobra taipan-costeira numa única extração, é o suficiente para matar 100 pessoa© Australian Reptile Park

O Australian Reptile Park conseguiu recolher 3,32 gramas de veneno de uma cobra taipan-costeira numa única extração, o suficiente para matar 100 pessoas, estabelecendo um novo recorde mundial.

Essa quantidade de veneno extraído “é capaz de matar cem pessoas e excede a média de 1,8 gramas que se extrai a cada retirada”, explicou hoje fonte do parque, que é também um zoológico, em comunicado.

A cobra taipan-costeira, que geralmente vive no norte e no leste da Austrália e no sul da Papua Nova Guiné, é considerada uma das mais venenosas do mundo.

Os guardas florestais do parque conseguiram extrair das mandíbulas de “Whiplash”, como chamaram à cobra, um total de 3,32 gramas de veneno, excedendo assim o recorde mundial anterior de 3,1027 gramas, também alcançado com a mesma serpente.

O veneno deste espécime de cobra taipan-costeira (Oxyuranus scutellatus) servirá para o programa de produção de antídotos na Austrália, onde cerca de 2.000 pessoas são atacadas a cada ano, das quais cerca de 300 morrem.

“As cobras taipan-costeira são consideradas uma das mais venenosas do mundo. Elas são conhecidas pela sua agressividade e mordidas que causam um grande número de mortes a cada ano”, disse Zac Bower, supervisor do Australian Reptile Park.

A serpente taipan-costeira, que pode ter até três metros de comprimento e variar de cor castanho-amarelado, avermelhado a quase preto, geralmente alimenta-se de roedores, anfíbios e pequenos répteis e é essencial para o ecossistema australiano.

As três espécies conhecidas de cobras taipan na Austrália são: a taipan-costeira (Oxyuranus scutellatus), a taipan-do-interior (Oxyuranus microlepidotus), e uma terceira espécie descoberta recentemente, a taipan-das-cordilheiras-centrais (Oxyuranus temporalis).

A taipan-costeira tem duas subespécies: a taipan-costeira, da Austrália, e a taipan-da-papuásia (O. s. canni), encontrada na costa sul da Papua Nova Guiné.

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