Vila Verde

Vila Verde. Junta da Lage pondera ação judicial contra a REN por abate ilegal de sobreiros

Junta da Lage pondera ação judicial contra a REN por abate ilegal de sobreiros © Semanário V

A freguesia da Lage em Vila Verde tem como ex-líbiris cultural o caminho de Santiago que percorre muitos dos lugares da freguesia e que nos últimos anos tem sofrido diversas intervenções da junta de freguesia com vista a melhorar não o estado do caminho mas também a segurança dos caminheiros que passam pela freguesia rumo a Santiago de Compostela. O caminho de Santiago na freguesia tem em muitas zonas sobreiros, muitos deles centenários, e árvores para dar sombra a quem por elas passam. Numa das zonas da freguesia, a REN procedeu a um “desbaste” indiscriminado de sobreiros sem o consentimento da junta de freguesia o que gerou um clima de contestação nesta entidade.

Em conversa com o Semanário V, o presidente da Junta Carlos Pedro, expôs a situação, e começa por referir que “a Junta de Freguesia da Lage pondera acção judicial contra REN, fundamentada pela atitude deveras reprovável / ‘criminosa’ por parte da REN, como executante ou mandante do corte / abate de árvores, sobretudo carvalhos e sobreiros realizada junto ao Caminho de Santiago, na Freguesia da Lage, concelho de Vila Verde, na passada semana.”

(c) Semanário V

Preservação do património e do ambiente

O presidente da junta da Lage refere ainda que a autarquia tem vindo a desenvolver uma serie de plantações pela freguesia, privilegiando as espécies, e que este corte e abate é uma afronta para com a junta e principalmente um desrespeito para com a população da Lage que tanto preza o caminho de Santiago. Afirma Carlos Pedro que “uma autarquia que diariamente alerta a população sobre a preservação do ambiente. Autarquia esta que faz plantações constantes de árvores, aceitar que uma empresa que apregoa e publicita as energias renováveis como base da preservação ambiental, não pode ser a mesma a realizar cortes e abates de carvalhos e sobreiros em pleno mês de junho sem qualquer critério e de modo tão negligente”, referenciando o abate de árvores protegidas.

© Semanário V

Situação foi comunicado ao responsável pelo abate / corte

O presidente Carlos Pedro refere ainda que a situação se torna ainda mais grave, pois a situação foi comunicada ao responsável por este abate / corte via telemóvel, referindo que só deveria acontecer na presença de membros da freguesia e de entidades competentes, garantindo assim a preservação das espécies. Em relação a esta comunicação a junta de freguesia refere que “a situação é agravada pois houve comunicação anterior via telemóvel para alertar o responsável pelo abate / corte, para que a situação grave que se passou na Lage há cerca de 4 anos onde a mesma empresa tinha realizado o corte ‘decepação’ de árvores no mesmo local, provocando ‘a morte’ de algumas árvores.”

“O abate só não foi mais gravosa graças ao alerta dado pela população da Lage para a atitude negligente e criminosa que além de fora da época das podas, não ter notificado os proprietários particulares ou públicos, não realizar um corte seletivo à distância prevista na lei como preventiva, ainda fez cortes / abate de sobreiros junto ao Caminho de Santiago, património imaterial de valor inestimável, e como não chegasse de atropelos à lei ainda deram a um cidadão as árvores e ramos de carvalho e sobreiro a um particular para retirar literalmente do local ‘as provas do crime'”, refere Carlos Pedro.

(c) Semanário V

Junta de freguesia solicitou presença de forças de segurança e entidades competentes

Refere a junta de freguesia da Lage em termo de conclusão que “é inaceitável esta atitude por parte da REN, tendo a Autarquia da Lage solicitado a presença das forças de segurança e entidades competentes, sendo exigido que sejam tomadas todas as medidas legais para evitar mais danos nos interesses públicos e promovendo a preservação ambiental da freguesia e concelho.”

Posto isto, a freguesia da Lage pondera então recorre a instâncias superiores e relatar a situação para que não se volte a repetir, na Lage, ou em qualquer ponto do concelho, e acima de tudo alertar a REN e outras entidades para o “desrespeito pelo património das freguesias que são o orgulho que quem lá mora. A Lage, é uma das freguesias do concelho que mais investe no caminho de Santiago, sendo anualmente atravessada por milhares de caminheiros.”

 

© Semanário V

 

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