Amares

Amares. Empresa insolvente esconde património para não pagar a credores

O Ministério Público (MP) de Braga  acusou duas pessoas, imputando a ambos a prática de um crime de insolvência dolosa agravada.

O MP considerou indiciado que os arguidos geriram uma sociedade comercial por quotas, com sede em Amares, que se dedicava à prestação de serviços no âmbito da mecânica automóvel, bem como à importação e comércio de peças automóveis.

Por sentença transitada em julgado em 14 de novembro de 2012, proferida em processo de insolvência então a correr termos no Tribunal Judicial de Amares, foi declarada a insolvência da sociedade, sendo reconhecidos créditos sobre esta no valor de 185.974,62 euros, sem que fossem apreendidos bens suficientes para  proceder ao pagamento de qualquer montante do valor dos créditos reconhecidos.

Indiciou ainda o MP, no entanto, que em 2012 a sociedade possuía nas suas instalações a maquinaria necessária ao exercício da sua atividade – máquinas de montar e desmontar pneus e de os calibrar, esteira elevatória, elevador de automóveis e tornos mecânicos, computadores, mercadoria (jantes automóveis), expositores, cabines de trabalho, sistema de pintura – mas que em agosto de 2012, os arguidos retiraram esses bens das instalações da empresa e deram-lhes destino não apurado, com o intuito concretizado de subtrair esse património aos credores.

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