Vila Verde

Vila Verde. “Cofres do Município são geridos de modo autocrático, arbitrário e opaco”

Samuel Estrada, líder do Partido Socialista de Vila Verde, já reagiu à proposta de atribuição de um subsídio extraordinário de 20 mil euros à Aliança Artesanal

Em comunicado enviado ao Semanário V, Samuel Estrada dá conta que “na última reunião de Câmara o Executivo Municipal propôs a atribuição de um apoio de 20 mil euros para a Aliança Artesanal, aditando assim, à última hora, um assunto para a ordem do dia. A proposta foi apresentada através de uma recomendação do Eng. Adelino Machado e defendida pela vereadora Júlia Fernandes (ambos cumulam as funções políticas com as de representantes da própria instituição que se pretendia beneficiar), porém a referida proposta apresentou-se desacompanhada de qualquer solicitação daquela instituição bem como de fundamentação financeira que justifique o apoio em causa.”

Para o líder socialista, “perante a ausência de fundamentação que permitisse a avaliação do mérito da proposta” louva a decisão de António Vilela, edil, de retirar a proposta da reunião.

Adianta ainda que os socialistas não podem “deixar de censurar a atitude posterior da senhora vereadora Júlia Fernandes, que não só não disponibilizou o acesso ao processo subjacente àquela proposta aos vereadores da oposição, como continua sem esclarecer o sucedido, procurando antes encenar o velho e gasto número da vitimização, manifestando uma dificuldade em prestar contas e em conviver democraticamente com a oposição.”

Samuel Estrada alerta que “o assunto assume especial gravidade quando constatamos que aquela instituição recebe avultados apoios do município, beneficiando gratuitamente de instalações e de uma verba mensal de 500 euros sem que sejam conhecidos, há muitos anos, relatórios de contas, planos de atividade ou sequer de processos eleitorais, pese embora as solicitações da oposição nesse sentido, que se reiteram.”

“Na verdade, este episódio é apenas mais um sintoma do modo autocrático, arbitrário e opaco como são geridos os cofres do município, sintoma que se manifesta sistematicamente no capítulo dos apoios financeiros atribuídos, uma vez que estes nunca estão subordinados a critérios objetivos nem sujeitos a regulamentos mas sim entregues exclusivamente ao arbítrio e discricionariedade do Executivo”, diz Estrada.

Diz ainda que o Partido Socialista “defende o apoio e cooperação com todas as instituições públicas e privadas que promovem atividades de interesse público e, por isso, é imperativo imprimir critérios objetivos e universais através de um regulamento municipal claro que evite o tratamento desigual e tantas vezes injusto às diversas instituições.”

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