Vila Verde

Paulo Marques sobre Júlia Fernandes: “um lobo que se faz passar por cordeiro”

Paulo Marques, líder do CDS-PP de Vila Verde já reagiu às recentes declarações de Júlia Fernandes, vereadora na Câmara Municipal de Via Verde, ao “jornal” O Vilaverdense. Em causa está a notícia avançada em exclusivo pelo Semanário V sobre a proposta de atribuição de um subsídio extraordinário de 20 mil euros à Aliança Artesanal, instituição que a vereadora preside.

O centrista deixa três notas da “entrevista sofrida de Júlia Fernandes”. Começa por dizer que a vereadora é “um lobo que se quer fazer passar por cordeiro”.

O pedido de 20 mil euros

Relativamente ao pedido de subsídio de 20 mil euros, diz Paulo Marques que a “vereadora é titular de um cargo público, é remunerada com dinheiro público – 3.000 euros mês – e gere dinheiros públicos, por isso, tem a obrigação de prestar esclarecimentos e de ser escrutinada. Nada mais normal” e lança a questão:  “os 20 mil euros que pede, supostamente para a Aliança Artesanal e que insiste em não justificar, estava, ou não, na ordem de trabalhos da reunião como afirma?”

“A tentativa de vitimização da senhora vereadora”

Paulo Marques diz que Júlia Fernandes faz uma “tentativa de vitimização” nas declarações prestadas ao “jornal” O Vilaverdense, e aconselha a não o fazer. “Não o faça, não é a sua ‘pele’, aproveite antes a oportunidade para se explicar, coisa que ainda não fez. Esse papel de ‘cordeirinho’ não lhe veste bem, a senhora vereadora é mais uma espécie de lobo, mau, que tenta ter pele de cordeiro.”

O líder centrista recorda ainda os processos em que Júlia Fernandes está envolvida: o caso da Operação Éter que a vereadora é um dos vários arguidos acusados dos crimes de recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio, abuso de poder, falsificação e corrupção passiva; o caso Proviver; o “negócio do lixo”, o caso Caixa Crédito Agrícola; o favorecimento do Município ao jornal de um seu familiar, Terras do Homem e ainda o recente o caso dos perfis falsos nas redes sociais.

A Aliança Artesanal – Paulo Marques pede demissão de Júlia Fernandes

Relativamente às funcionárias da Aliança Artesanal e à sua remuneração, Marques questiona a vereadora: “sente-se bem a gastar todos os anos 90.000 euros num só jantar – de vaidades – sob a égide dos lenços de namorados e não pagar condignamente um ordenado às mulheres que há décadas trabalham na cooperativa? Como se atreve?” Recorde-se que, conforme avançado pelo Semanário V na semana passada, a instituição tem apenas duas funcionárias – uma a trabalhar a “tempo inteiro e a ganhar o salário mínimo e a outra a meio tempo”.

Remata o centrista: “a sua incapacidade, política e de gestão, têm prejudicado profundamente a cooperativa Aliança Artesanal. Faça um favor a todos e tenha coragem e demita-se da instituição!”

Comunicado na íntegra:

ASSUNTO: Uma vereadora, um lobo que se quer fazer passar por cordeiro.

Da entrevista, “sofrida” da vereadora do município de Vila Verde, Dra. Júlia Fernandes, 3 notas:


Sobre a polémica reunião de câmara da passada semana.

A senhora vereadora é titular de um cargo público, é remunerada com dinheiro público (3000€ mês) e gere dinheiros públicos, por isso, tem a obrigação de prestar esclarecimentos e de ser escrutinada. Nada mais normal. Perguntamos:
– Os 20.000 que pede, supostamente para a Aliança Artesanal e que insiste em não justificar, estava, ou não, na ordem de trabalhos da reunião como afirma?

2ª.
Sobre a tentativa de vitimização da senhora vereadora.

Não o faça, não é a sua “pele”, aproveite antes a oportunidade para se explicar, coisa que ainda não fez. Esse papel de “cordeirinho” não lhe veste bem, a senhora vereadora é mais uma espécie de lobo, mau, que tenta ter pele de cordeiro. Explicamos:

– Operação ETER. A senhora vereadora é arguida num caso de corrupção gravíssimo que envolve a loja interativa de turismo na sede do concelho.
– PROVIVER. A senhora vereadora era Presidente da empresa municipal e deixou 2 milhões de euros de dívidas para os vila-verdenses pagar.
– Caixa de Crédito Agrícola. A senhora vereadora era Presidente do Conselho Fiscal da instituição em Vila Verde quando, segundo o MP, foi roubado 1 milhão de euros aos vila-verdenses e, imagine, a senhora vereadora não achou nada estranho. Até diz que nada percebe de contabilidade ou de finanças. Curiosamente, logo após o “negócio”, deixou a instituição.
– Negócio Lixo. A senhora vereadora assinou a venda do lixo à empresa do presidente do Sporting Club de Braga, António Salvador e, imagine a coincidência, dois dias depois o seu marido era Presidente da Assembleia Geral do Club. Lembra-se? Mais um negócio ruinoso para os cofres do município.
– Terras do homem. Dá, através de ajustes diretos, dinheiro dos contribuintes a um familiar seu e ao seu “Jornal”, conhecido cá na terra pelo “Os Fernandes”, para lhe fazer a promoção pessoal. Vem aí a campanha, não é. Só em 2019 foram 20.000€.
Pergunto-lhe:
Acha moralmente aceitável?
– Perfis falsos. A senhora vereadora fala com perfis falso e troca mensagem com os mesmo como se fossem amigos de longa data.
Pergunto-lhe:
Acha moralmente aceitável?


Sobre a Aliança Artesanal

Senhora vereadora, Dra. Júlia Fernandes, muito há a dizer sobre a Aliança Artesanal, voltaremos ao tema. Hoje, afirmamos que a senhora vereadora é presidente da cooperativa e não faz a mais pálida ideia da dimensãc da instituição, da função ímpar que desempenha ou, sequer, para que serve. É uma vergonha o seu desconhecimento. A Aliança foi criada há mais de 30 anos para dignificar o trabalho da mulher (especialmente a mulher minhota) e ajuda-la na sua independência financeira e autonomia de vida. Não sabe, mas devia saber, que a Aliança promove o bordado, os lenços de namorados (marca que por incompetência do seu executivo não está sequer registada a favor do concelho) e ajudar no rendimento das mulher vila-verdenses.
Perguntamos:
– Sente-se bem a gastar todos os anos 90.000 euros num só jantar (de vaidades) sob a égide dos lenços de namorados e não pagar condignamente um ordenado às mulheres que há décadas trabalham na cooperativa? Como se atreve?
– Como se atreve a deixar ao abandono, apenas dos milhões que gasta para “promover” o tal do Mês do Romance, uma instituição que tanto fez por este concelho e pela mulher Vila-verdense?
Sabe alguma coisa sobre o bordado ou dos lenços de namorados? Da sua função? Do seu conceito? Do seu posicionamento? Da sua importância cultural? Da forma como engrandece as nossas mulheres?
– Não percebe que este pedido de “apoio” é a prova acabada da incompetência com que tem sido gerida por si a cooperativa?

A sua incapacidade, política e de gestão, têm prejudicado profundamente a cooperativa Aliança Artesanal. Faça um favor a todos e tenha coragem e demita-se da instituição!

É preciso quebrar este ciclo porque realmente quem já andou, não tem para andar.
É o que dá as maiorias absolutas!

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