Vila Verde

PS de Vila Verde acusa Júlia Fernandes de esconder a verdade sobre a Aliança Artesanal

Os vereadores do Partido Socialista de Vila Verde emitiram hoje uma nota de esclarecimento público, relativamente à proposta de atribuição de um subsídio extraordinário de 20 mil euros à Aliança Artesanal, instituição que a vereadora social-democrata Júlia Fernandes preside.

Depois de Paulo Marques ter vindo a público hoje  acusar Júlia Fernandes de “tentativa de vitimização” também os socialistas dizem que a vereadora “encetou uma tentativa de vitimização em volta do processo, com o objetivo de esconder a verdade”.

Na nota enviada ao Semanário V, os vereadores socialistas na Câmara de Vila Verde dizem que “quem gere dinheiro público, como é o caso da vereadora, não pode confundir o dever de prestar contas e o escrutínio a que está sujeita com pseudo-ataques pessoais. A menos que haja algo a esconder. Neste caso concreto, os factos e os documentos falam por si. Só há uma verdade!”

Na mesma nota, os socialistas enviam ainda cópia de documentos, que aqui reproduzimos, “para que os vila-verdenses possam tirar as suas próprias conclusões.”

Esclarecem o seguinte:

1) A ordem de trabalhos da reunião do executivo camarário do passado dia 18 de Junho contém 13 assuntos (Ver documento 1). Nenhum deles se refere ao subsídio de 20.000 euros à Aliança Artesanal. Este tema foi abordado no final da reunião de câmara, numa tentativa de o introduzir à discussão e votação, o que não aconteceu;

2) A proposta de subsídio de 20.000 euros para a Aliança Artesanal foi subscrita pelo chefe de divisão da Ação Social (dependente da vereadora da educação e cultura) e encaminhado para a reunião de câmara pela própria vereadora da educação e cultura, Dra. Júlia Fernandes (Ver documento 2);

3) A vereadora da educação e cultura é a Dra. Júlia Fernandes. A presidente da Aliança Artesanal é a Dra. Júlia Fernandes (Ver documento 3). Ou seja, a vereadora propõe a atribuição de 20.000 euros a uma cooperativa a que própria preside;

4) A vereadora da educação e cultura, Dra. Júlia Fernandes, impediu a consulta dos documentos, o que obrigou ao registo do incidente no livro de reclamações da autarquia (Ver documento 4). Até hoje continua sem disponibilizar acesso aos documentos;

5) A vereadora da educação e cultura, Dra. Júlia Fernandes afirmou que o subsídio de 20.000 euros seria utilizado para pagar um salário mínimo e outro meio-salário mínimo às duas únicas colaboradoras da Aliança Artesanal durante os 3 meses de paragem devido à pandemia;

6) A Aliança Artesanal está instalada num edifício municipal. Não paga renda nem outras despesas correntes e já recebe da câmara um subsídio mensal de 500 euros;

7) A vereadora da educação e cultura, Dra. Júlia Fernandes não apresenta à câmara os relatórios de contas da Aliança Artesanal. Não referiu quando foi o último ato eleitoral. Nem foi capaz, quando questionada, de comprovar de que forma pretendia utilizar os 20.000 euros naquela instituição;

8) Por tudo o que foi descrito, o sr. Presidente da Câmara, e bem, retirou o assunto da discussão. 

“À mulher de César não basta parecer séria. Tem mesmo de o ser!”

Os vereadores do PS rematam o comunicado dizendo que “à ‘mulher de César’ não basta parecer séria. Tem mesmo de o ser!”

 

Documento 1 – Ata

Documento 2 – Proposta de Subsídio

Documento 3 – Presidente e Tesoureiro da AA

Documento 4 – Reclamação por impedir acesso ao processo

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