Vila Verde

A “novela Aliança Artesanal” está longe de acabar. Morais pede que se divulgue reunião de Câmara

A novela em torno da proposta de atribuição de um subsídio extraordinário de 20 mil euros à Aliança Artesanal, instituição que a vereadora social-democrata Júlia Fernandes preside, está longe de acabar.

Hoje, José Morais, vereador do Partido Socialista na Câmara de Vila verde, reagiu novamente às palavras da vereadora que o acusa de “ataque obsessivo e calunioso”. O vereador começa por dizer que “desta vez a vereadora da educação e cultura foi longe demais. Resolveu fazer mais um ataque à minha honra. E para o fazer faltou descaradamente à verdade. Por isso peço a divulgação pública da reunião.”

José Morais acusa Júlia Fernandes de ela e a “sua máquina de propaganda” o acusarem de “mentir e de ser contra a Aliança Artesanal e contra os lenços dos namorados.”

Para o socialista “o dinheiro público tem de ser gerido com rigor. Não posso aceitar que a senhora vereadora queira dar 20 mil euros à cooperativa que preside sem uma justificação aceitável. A Aliança Artesanal está num edifício da câmara, não tem despesas correntes e ainda recebe da câmara um subsídio de 500 euros mensais.”

Morais solicita ao presidente da Câmara, António Vilela, que divulgue a reunião: “insisto: a bem da verdade, que se divulgue a gravação vídeo da reunião de câmara.”

 

Comunicado na íntegra:

Tenho ignorado tudo serenamente, mas é tempo de dizer basta!

Desta vez a vereadora da educação e cultura foi longe demais.
Resolveu fazer mais um ataque à minha honra. E para o fazer faltou descaradamente à verdade. Por isso peço a divulgação pública da reunião.

Então não é que a senhora vereadora, e a sua máquina de propaganda, me acusam de mentir e de ser contra a Aliança Artesanal e contra os lenços dos namorados?

Respeito muito o trabalho da Aliança Artesanal.

Tenho muito orgulho no enorme património cultural da nossa terra e em particular nos lenços dos namorados.

Mas o dinheiro público tem de ser gerido com rigor.

Não posso aceitar que a senhora vereadora queira dar 20 mil euros à cooperativa que preside sem uma justificação aceitável.

A Aliança Artesanal está num edifício da câmara, não tem despesas correntes e ainda recebe da câmara um subsídio de 500 euros mensais.

E a senhora vereadora diz que só lá trabalham o equivalente a uma funcionária e meia, com o salário mínimo.

Então os 20 mil euros são para quê? Pelas minhas contas, é dinheiro a mais para esses salários durante os três meses de paragem de pandemia?

Querer saber para que é o dinheiro é ser contra a Aliança Artesanal? Ou será antes zelar pelo dinheiro dos contribuintes?

Insisto:
A bem da verdade, que se divulgue a gravação vídeo da reunião de câmara.

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