Braga

Braga. Município de dá mais um passo para execução do Ecoparque das Sete Fontes

O Executivo Municipal de Braga aprecia na próxima segunda-feira, 29 de junho, a proposta de alteração ao Plano Director Municipal (PDM) para a área das Sete Fontes e respetivo Plano de Urbanização, documentos que serão posteriormente sujeitos a uma ampla discussão pública. Para o vereador Miguel Bandeira, este é um “momento determinante no processo que levará à execução do tão ambicionado Parque das Sete Fontes”.

Miguel Bandeira sublinha que o processo de “salvaguarda e a preservação das Sete Fontes decorreu de um intenso processo de participação pública”. “A própria classificação como Monumento Nacional, em 2011, foi resultado de uma dinâmica cidadã ímpar, iniciada no final da década de 90. Desde 2013 que este processo tem sido motivo de empenho por parte deste executivo e pretendemos que continue a ser transparente e participado”, salienta o vereador.

Com a alteração ao PDM, o Município de Braga assegura a concretização do Parque das Sete Fontes e o seu usufruto pela população, assumindo-o como uma componente de uma vasta ocupação florestal que penetra na cidade. A autarquia garante, igualmente, a organização da colmatação urbana de enquadramento do Parque, estabelecendo “portas” de entrada e uma frente edificatória que o valorize, estimule a sua vivificação e aumente a sua utilização e segurança.

Para o vereador Miguel Bandeira, todo o desenho proposto surge com a preocupação de proteger o sistema naturalizado do lugar onde as referências de intervenção já estão definidas pela história e pela natureza. “O projeto procura assegurar a conservação e valorização do monumento nacional; a salvaguarda da adução de água ao monumento e a gestão das águas pluviais, drenagem encaminhamento e retenção”, explica, notando que “o procedimento de alteração ao PDM tem em consideração os pareceres favoráveis das entidades competentes, cujas observações foram devidamente ponderadas e acolhidas”.

O Plano de Urbanização das Sete Fontes, elaborado pelo urbanista Jorge Carvalho, assegura salvaguarda e valorização do sistema de abastecimento de águas à cidade do século XVIII, classificado como Monumento Nacional desde 2011.

Este documento orienta toda a vertente urbana de enquadramento do parque, estabelecendo portas de entrada e uma frente edificatória que valoriza o Ecoparque, estimula a sua vivência e utilização. O plano vai estabelecer uma relação mais funcional entre as Sete Fontes e os núcleos envolventes, nomeadamente com a freguesia de Gualtar, com o hospital, Areal/Alegria, Areal de Baixo e Areal de Cima, qualificando a malha urbana envolvente e definindo uma frente de parque capaz de o dinamizar e qualificar.

Discussão Pública alargada decorre até 30 de setembro

A discussão pública da alteração ao PDM para a Área das Sete Fontes e a discussão pública do Plano de Urbanização terá início cinco dias úteis após a publicação do aviso em Diário da República, terminando a 30 de setembro de 2020. Será, por isso, um prazo superior ao legalmente imposto com “o objetivo de promover uma discussão ampla e abrangente entre a sociedade bracarense”.

 

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