Vila Verde

Vila Verde. Vilela usou a Assembleia Municipal para ataques pessoais a deputado

António Vilela usou a Assembleia Municipal para ataques pessoais ao deputado socialista João Silva. Membros da bancada do PS, PSD e CDS não gostaram

A Assembleia Municipal de Vila Verde dadas as circunstâncias e regras da pandemia Covid-19 realizou-se no pavilhão Gimnodesportivo do Vade. Com as devidas distâncias de segurança, a assembleia iniciou-se com um voto de louvor a todos os profissionais que lutam contra a pandemia Covid-19 e com discursos moderados de boas vindas no regresso das assembleias.

No ponto dos “assuntos antes da ordem do dia” o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, usou da palavra para se dirigir pessoalmente a um deputado da bancada do PS o que causou mal-estar entre os presentes, tendo muitos deles abandonado o pavilhão tal era o devaneio do discurso.

Vilela trouxe para a Assembleia Municipal um processo judicial no qual estava envolvido com o deputado João Silva da bancada socialista. Usou o tempo que lhe compete para falar de assuntos do interesse do Município e do concelho como presidente da Câmara Municipal, para “lavar roupa suja” em plena Assembleia Municipal. O edil proferiu que o deputado João Silva, em declarações à imprensa disse que “está a ser perseguido pelo presidente da Câmara e pela minha esposa. Quem quiser vá ao Semanário V e lê as declarações do senhor deputado”, referindo-se ao arquivamento do processo que muniu contra o deputado e também advogado, João Silva.

Tal ato levou à intervenção do presidente da Assembleia, Carlos Arantes, que chamou a si o presidente. “A Assembleia Municipal não é local para se discutirem assuntos pessoais, nem para escrutínio do Ministério Público, por isso peço que este assunto se resolva nos locais próprios”.

Bancada do CDS reagiu e chamou à atenção o presidente da Câmara de Vila Verde

A bancada do CDS através do deputado Paulo Gomes veio fazer também uma interpelação à mesa pedindo para “o presidente da mesa ter em atenção estas situações”. Dirigindo-se ao presidente da Câmara disse que António Vilela “esteve mal”, ao que o edil acenou com os ombros sem resposta.

João Silva defendeu a sua honra na assembleia e nas redes sociais

O deputado do PS João Silva pediu a defesa da honra na Assembleia Municipal e demonstrou o seu desagrado. “O senhor presidente constantemente tenta denegrir a minha imagem e a da minha família com ataques pessoais. Este não é o local certo e acima de tudo relembro que num primeiro processo fui apenas testemunha. Preocupe-se com os seus processos que eu preocupo-me com a minha vida. Informe-se com o seu advogado.”

Nas redes sociais, João Silva, fez uma defesa pessoal em que relembra os processos munidos contra ele por parte de António Vilela e da sua esposa. Escreve João Silva no Facebook que “a verdade custa! Na política não vale tudo!”, referindo-se ao episódio na manhã de hoje.

João Silva: “Ataque rasteiro, ignóbil e triste”

João Silva, muito crítico à ação do edil vila-verdense António Vilela, escreve nas suas redes sociais que hoje foi “alvo de mais um ataque rasteiro, ignóbil e triste em plena Assembleia Municipal de Vila Verde. De forma a justificar o injustificável, depois do arquivamento em três processos em fase de inquérito, movidos por António Vilela (2) e sua esposa (1) contra mim, a bancada do PSD, liderada pela Dr. Susana Silva, pessoa que não conheço de nenhum lado, fez o inimaginável, envergonhando o PSD, ao trazer novamente o assunto para a Assembleia Municipal de Vila Verde, assunto fora da ordem do dia, onde o presidente do Município de Vila Verde, voltou a dar opiniões da sua verdade, a fazer considerações sobre factos que não pratiquei e esclarecidos pelo Ministério Público, sobre o arquivamento dos processos que me moveu de forma arbitrária, sem provas e apenas para me incomodar e tornar uma mentira em verdade”.

Apoio da bancada do PS, CDS e presidentes de junta

João Silva complementa a sua defesa com um agradecimento generalizado a membros da bancada do PS, do PSD, do CDS e presidentes de junta dos vários quadrantes políticos em Vila Verde. “Agradeço o apoio de toda a bancada do partido socialista, na pessoa do seu líder Samuel Estrada, da bancada do CDS, na pessoa de Paulo Gomes, e de alguns presidentes de junta e deputados do PSD que ao longo do dia se têm mostrado solidários comigo, com a gravidade dos factos praticados em plena Assembleia Municipal.”

João Silva: “António Vilela não sabe perder”

“Mais uma vez, António Vilela demonstrou que não sabe perder, que não aceita os desfecho do processos judiciais, neste ataque triste, vil e sem precedentes à minha pessoa, lançando boatos injustificáveis. Na política não vale tudo e não farei aos outros o que me tentaram fazer. Esta Assembleia Municipal demonstra mais uma vez as mentiras e canalhices que disseram de mim durante os últimos 3 anos”, conclui João Silva na sua defesa.

Este episódio causou mal-estar no seio da Assembleia Municipal levando mesmo alguns deputados e presidentes de junta a abandonar aquele órgão como forma de protesto.

 

// JR //

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