Vila Verde

Aliança Artesanal. As (não) justificações de Júlia Fernandes ao pedido de 20 mil euros (c/ vídeo)

Na polémica Assembleia Municipal de Vila Verde, do passado sábado, que se realizou no Vade, António Vilela, presidente da Câmara Municipal, “pouco ou nada” disse acerca do assunto da atribuição do subsídio de 20 mil euros à Aliança Artesanal. Vilela comparou a atribuição de um subsídio à cooperativa em questão ao subsídio atribuído à Adere-Minho, referindo que “foi votado por unanimidade”. Este subsídio atribuído à Adere-Minho, como foi referido pelo mesmo, veio para “salvar as contas”, o que não é o caso da Aliança Artesanal.

Em relação à Aliança Artesanal o Edil vila-verdense apenas referiu que “o subsídio será para ajudar o processo judicial movido pela Adere-Minho contra a Aliança Artesanal e outras despesas”, nunca referindo quais seriam as “outras despesas”.

Júlia Fernandes tentou justificar mais uma vez a verba pedida… sem sucesso

A vereadora Júlia Fernandes, com autorização do presidente da Câmara, tomou a palavra na Assembleia Municipal para falar sobre o tema da “atribuição do subsídio à Aliança Artesanal”, mas o discurso não foi de encontro ao pretendido. As dúvidas não foram diluídas e as perguntas da bancada do PS ficaram por responder. Júlia Fernandes apresentou a Aliança Artesanal, falou do trabalho que lá se desenvolve, quais os benefícios para Vila Verde, o método de eleição da direção, e apenas confirmou a necessidade de pagamento dos custos com o processo judicial movido pela Adere Minho, ficando por esclarecer o destino dos 20 mil euros pedidos em reunião de Câmara: “Tal como referiu o senhor presidente, a Adere Minho moveu um processo contra a Aliança Artesanal e o subsídio seria para colmatar essas despesas.”

Em suma, o assunto trazido em cima da mesa pelo deputado socialista Samuel Estrada, ficou sem uma resposta concreta, sabendo apenas que os 20 mil euros teriam como destino o pagamento de custas dos processos judiciais e outras despesas associadas ao tempo de paragem durante o confinamento.

Relatórios de contas vão ser disponibilizados

Os relatórios de contas da Aliança Artesanal não são do conhecimento público e essa questão foi levantada pela bancada do PS na Assembleia Municipal. António Vilela e Júlia Fernandes confirmaram que “os relatórios de contas dos anos transatos serão disponibilizados no site da cooperativa para consulta”.

A falta de transparência na gestão da Aliança Artesanal foi uma das questões apontadas pela bancada do PS que reiterou que “nunca fomos contra a atribuição do subsídio à Aliança Artesanal, apenas queremos fazer o escrutínio público e da gestão camarária. Apoiamos a cultura e as tradições mas com transparência e foi isso que faltou no pedido do apoio de 20 mil euros.”

Vídeo da reunião de Câmara divulgado no Youtube

O Semanário V teve acesso a um vídeo, disponibilizado na plataforma Youtube, das declarações de Júlia Fernandes na última reunião de Câmara, no passado dia 18 de junho, onde foi abordado pela primeira vez o tema da proposta de subsídio de 20 mil euros à Aliança Artesanal. A vereadora falava que seria para fazer face às adversidades causadas pela pandemia Covid-19, que fez com que a instituição parasse “três meses” de “20 de março a 6 de junho” – na realidade, foram dois meses e meio. Na Assembleia Municipal, a vereadora afirmava que tinham sido “quatro meses”.

 

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