Braga

Braga. Cemitério Monte D’Arcos proposto a “equipamento de interesse público”

Construído no ano de 1870, foi benzido em 01 de julho desse mesmo ano, o Cemitério de Monte D`Arcos, localizado na Freguesia de São Victor em Braga. Com cerca de 4 hectares, este Cemitério Municipal de Braga, divide-se em 26 Secções, onde se relevam pela importância da designada Arte Tumular, múltiplos jazigos simples ou com Capela e mausoléus de indubitável valor artístico e arquitetónico. Tem ainda no seu perímetro uma Capela (Igreja) dedicada ao culto religioso. Recentemente integra este Cemitério também um tanatório.
Atualmente e sobretudo na Europa, a Arte Tumular representa já um interessante núcleo de Turismo, estando os cemitérios portugueses a serem muito procurado por este segmento de turistas. Com o registo desta realidade e o aumento do turismo cemiterial – muito associado à ARTE TUMULAR que em Braga viu precisamente no dia 01 de Julho de 2016 ser apresentada uma obra literária da autoria da escritora Bracarense Alexandra Maria Ferreira de Castro, com o título “Memorial do Cemitério de Monte D’arcos de Braga – Arte Tumular e seus Eméritos”, fica a mesma, como registo para a memória futura da história da Cidade e do País, numa altura em que eu detinha responsabilidades naquele equipamento municipal, enquanto Vice Presidente da C.M. de Braga

Reza a História que Braga, a Cidade dos Arcebispos, foi das últimas em Portugal a ter um cemitério

Reza a História que Braga, a Cidade dos Arcebispos, foi das últimas em Portugal a ter um cemitério. Registava o calendário no século XIX que “a modernidade ainda não tinha chegado à “terceira maior” cidade do Reino. O certo é que depois de muita troca de argumentos o que de certo modo se tornou numa questão política, entre o Governo de então e a Edilidade Municipal, a 1 de Julho de 1870, o Arcebispo de Braga, José Joaquim de Azevedo e Moura (1856-1876), benzia o novíssimo cemitério, erigido em Monte de Arcos. Entre muitas obras de magnífica qualidade arquitetónica a capela funerária dos Arcebispos – cujos corpos foram levados, na década de 1980, para o panteão da Sé – é um dos pontos de maior interesse arquitetónico. No sentido de manter viva a tradição de visitar o Cemitério, prestando homenagem a todos(as) que ali repousam, percebendo e valorizando a nossa História e também a Arte Tumular ali existente, vai ser remetido por mim com data de hoje, à Direção Regional Cultura Norte o pedido de abertura de processo, valorizando o Cemitério de Monte D`Arcos como merece e tendo em vista a “Classificação como Equipamento de Interesse Público”, para este importante equipamento que honra a História dos nossos antepassados e a História de Braga.

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