País

Profissionais de Saúde das Forças Armadas apoiam idosos do lar de Reguengos de Monsaraz

(c) LUSA

Profissionais de Saúde das Forças Armadas vão continuar a prestar apoio “enquanto for necessário” aos idosos do lar de Reguengos de Monsaraz (Évora), onde surgiu um surto de covid-19, revelou hoje à agência Lusa fonte militar. “Vamos continuar no lar, a prestar apoio, enquanto for necessário”, afirmou fonte do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), contactada hoje pela Lusa. Na sexta-feira da semana passada, em comunicado, o EMGFA divulgou que 15 profissionais de Saúde do Hospital das Forças Armadas em Lisboa, incluindo médicos e enfermeiros, iriam dar apoio ao Lar da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz, onde existe um foco de covid-19, detetado no dia 18 de junho.

O mesmo comunicado indicava que, numa primeira fase, esse apoio, com os profissionais de Saúde divididos por cinco equipas, com turnos de 24 horas, iria decorrer até terça-feira desta semana. A fonte do EMGFA contactada hoje pela Lusa revelou que os militares continuam empenhados nesta missão na instituição: “Diariamente, está no lar uma equipa de Saúde composta por um médico e dois enfermeiros, que fazem turno de 24 horas”.

“E vamos continuar enquanto for necessário”, insistiu a mesma fonte militar, sem definir prazos. O envio de profissionais de Saúde militares para este concelho alentejano resultou de um pedido feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. A atividade dos militares inclui “a organização e prestação de cuidados de rotina, bem como a avaliação clínica dos doentes e abordagem de eventuais intercorrências”, segundo o EMGFA.

A prestação de “apoio de consultadoria/aconselhamento técnico em termos de gestão de processos e do espaço, no contexto das adaptações necessárias numa unidade em que se encontram doentes infetados por este vírus”, é outro dos objetivos, de acordo com o comunicado do EMGFA. Com a situação na FMIVPS, o concelho de Reguengos de Monsaraz regista o maior surto da doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 do Alentejo, contabilizando seis mortes (cinco utentes e uma funcionária do lar) e 140 casos ativos.

Do total de casos ativos, 96 são na FMIVPS, dos quais 23 entre os trabalhadores e os restantes 73 entre utentes, além de 44 na comunidade, de acordo com o comunicado de quarta-feira da câmara municipal, com dados conhecidos até ao final do dia anterior. Os primeiros dois óbitos que ocorreram na instituição foram o de um homem com cerca de 70 anos (no dia 24) e o de uma mulher de 92 anos (dia 25). As outras mortes foram de doentes internados no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), mais precisamente três idosas, de 82 (no passado sábado) e de 91 e 89 anos (na segunda-feira), e uma funcionária do lar, com cerca de 40 anos (na quarta-feira). No HESE, na quarta-feira, estavam internados 11 utentes do lar da FMIVPS, três deles nos cuidados intensivos.

Portugal contabiliza pelo menos 1.579 mortos associados à covid-19 em 42.454 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo