Vila Verde

Aliança Artesanal. Ainda não foi desta que Júlia Fernandes se explicou

O assunto da Aliança Artesanal foi levantado a 18 de junho em reunião de executivo da Câmara Municipal de Vila Verde. Júlia Fernandes (PSD), vereadora, pretendia ver aprovada proposta de atribuição de um subsídio extraordinário de 20 mil euros à Aliança Artesanal, instituição que preside. O assunto foi retirado da reunião pelo presidente da Câmara, António Vilela (PSD).

A proposta é subscrita por Adelino Machado, Chefe da Divisão da Ação Social da Câmara Municipal de Vila Verde, departamento que é tutelado diretamente por Júlia Fernandes.

Nesta reunião, a vereadora não conseguira explicar concretamente para que serviria a verba solicitada, pelo que António Vilela terá excluído o assunto. Inicialmente Vilela terá dito que se não fosse possível inserir esse ponto na Ordem de Trabalhos da reunião, uma vez que tinha sido pedida a sua inclusão “à última hora”, passaria o mesmo para a próxima reunião. Tal não aconteceu. Na Ordem de Trabalhos da reunião de Câmara da passada segunda-feira (6 de julho), que o Semanário V teve acesso, não consta nenhum ponto relacionado com o tema Aliança Artesanal – o tema não foi discutido.

Ainda na Assembleia Municipal realizada no Vade a 27 de junho, a vereadora tomou a palavra para falar no tema, mas continuou a não explicar o destino da verba. Acrescentou ainda, às escassas explicações, que parte da verba serviria para “ajudar o processo judicial movido pela Adere-Minho contra a Aliança Artesanal”

Relatórios de contas vão ser disponibilizados

Os relatórios de contas da Aliança Artesanal não são do conhecimento público e essa questão foi levantada pela bancada do PS na Assembleia Municipal. António Vilela e Júlia Fernandes confirmaram que “os relatórios de contas dos anos transatos serão disponibilizados no site da cooperativa para consulta”.

A falta de transparência na gestão da Aliança Artesanal foi uma das questões apontadas pela bancada do PS que reiterou que “nunca fomos contra a atribuição do subsídio à Aliança Artesanal, apenas queremos fazer o escrutínio público e da gestão camarária. Apoiamos a cultura e as tradições mas com transparência e foi isso que faltou no pedido do apoio de 20 mil euros.”

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