Viana do Castelo

Diretora de lar em Melgaço deverá ser arguida por dar a cruz a beijar aos utentes

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A diretora do Centro Social de Paderne, em Melgaço, que no passado domingo de Páscoa promoveu o “beijar da cruz” ao utentes, foi notificada e deverá já esta semana ser constituída arguida, podendo mesmo ser acusada do crime de propagação de doença, escreve esta segunda-feira o Jornal de Notícias.

A diretora tomou a iniciativa de improvisar uma Visita Pascal aos utentes que beneficiam do apoio domiciliário da instituição, sendo que quatro deles beijaram a cruz, que foi depois levada para o interior do lar e beijada por outros idosos.

Dentro do lar, o crucifixo foi desinfetado com álcool entre cada beijo. O Ministério Público tem pedido às autoridades que efetuem várias diligências, disse ao JN fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo. Nesse sentido, Lurdes Gonçalves deverá ser constituída arguida e já esta semana deverá “prestar declarações nessa qualidade”, refere a mesma fonte. A acontecer, será a primeira arguida no caso que envolve o “beijar da cruz”, episódio que aconteceu nos concelhos de Barcelos, Famalicão, Melgaço e Vila Verde. Os restantes processos ainda se encontram em fase de inquérito — em causa está o crime de desobediência ou de propagação de doença contagiosa.

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