Braga

Braga. Má gestão de hidroelétrica prejudica areal da praia fluvial de Adaúfe

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De acordo com as denúncias, a central de Palmeira não cumpre o caudal ecológico necessário, o que aumenta a quota da albufeira e alegadamente prejudica a praia fluvial de Adaúfe, reduzindo a zona de areal. Ademais, as denúncias afirmam que a escada para peixes, implementada para permitir a passagem destes, não funciona do modo devido.
Em relação à central de Ruães, as denúncias frisam o não cumprimento do caudal ecológico de 3,0 m3/s, o que faz subir a albufeira e alegadamente prejudica a praia fluvial de Merelim (São Paio) e possivelmente põe em causa a capacidade estrutural da Ponte do Prado. Para além disto, também a escada de peixes foi considerada inoperacional. No caso de Ruães, o não cumprimento do caudal ecológico e a inoperabilidade da escada para peixes foram confirmadas por perícia realizada no âmbito de uma ação popular cuja sentença ainda não é conhecida.

Hidroelétricas de pequena escala são importantes para a produção de energia renovável

“Os aproveitamentos hidroelétricos de pequena escala são importantes para a produção de energia renovável e constituem uma alternativa, com menos impacto, às grandes barragens. No entanto, o seu funcionamento deve continuar sujeito ao cumprimento das normas ecológicas, para minimizarem os impactos na biodiversidade”. Afirmou Rafael Pinto, porta-voz Distrital, acrescentando “O incumprimento de um caudal ecológico e a impossibilidade de passagem de peixes pode afetar gravemente a fauna e flora, não só ao nível local, mas ao longo de todo o rio.” Já em 2019 o PAN Braga tinha visitado o Aproveitamento Hidroelétrico de Palmeira em conjunto com um grupo de cidadãos.

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