Educação

Covid-19. Sindicato dos professores denuncia falhas graves da DGS na prevenção

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O S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores denunciou que vários organismos do governo e a DGS nas suas referidas orientações no combate à propagação da pandemia Covid-19 apresentam medidas contrastantes para os Estabelecimentos de Ensino comparando com outros setores de atividade. Destacamos o facto destas orientações singulares para as Escolas *carecerem de qualquer fundamento científico *(ex: “distanciamento se possível de 1 metro”, dentro de uma sala de aula – como se sabe, um espaço de dimensões limitadas, fechado e em muitas circunstâncias de difícil ventilação natural ou artificial, em vez do distanciamento mínimo de 2 metros entre pessoas) e curiosamente essas orientações para as Escolas *nem sequer virem assinadas ou datadas* (ao contrário do que se passa nos documentos orientadores para outros sectores).

Crianças também são contagiados e veículos de transmissão.

Escreve o S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores: “queremos referir que não aceitaremos calados que sujeitem quem trabalha e estuda nas Escolas (e as suas respetivas famílias) a um conjunto de supostas medidas orientadoras sem qualquer fundamento científico representando dessa forma *um maior risco de contágio para todos que frequentam as Escolas e consequentemente para a sociedade portuguesa*. Infelizmente o surto entre crianças/jovens num campo de férias dos EUA e recentes artigos científicos confirmam que as crianças/jovens também são contagiados e veículos de transmissão. Todos queremos e precisamos regressar ao Trabalho, nas Escolas como na restantes Atividades Económicas e Sociais e consideramos desnecessário justificar tal importância junto dos Portugueses. Todavia que tal não signifique aumentar irresponsavelmente os riscos de contágio (que partindo das escolas poderão originar múltiplas cadeias de contágio) e, em consequências, medidas posteriores mais difíceis e muito mais onerosas para toda a sociedade. Apelamos à mobilização e participação cívica informada, ao espírito crítico e à intervenção da Sociedade Civil – este assunto (como outros) não dizem respeito apenas ao Ministério da Educação – dizem respeito a toda a Sociedade Portuguesa.

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