País

País. Marcelo chumba alterações à Lei da Nacionalidade “por injustiças na lei”

(c) Direitos reservados

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vetou o diploma da Assembleia da República que altera a Lei da Nacionalidade, informou hoje o Palácio de Belém.

Numa nota publicada no portal da Presidência da República na Internet refere-se que Marcelo Rebelo de Sousa “devolveu, sem promulgação, o Decreto da Assembleia da República que procede à nona alteração à Lei n.º 37/81, de 3 de outubro, que aprova a Lei da Nacionalidade”.

O Presidente da República enviou uma carta à Assembleia da República a apontar as razões do chumbo. Para o chefe de Estado há normas que prevêem a aplicação da excepção do regime genérico quanto a casais ligados por matrimónio ou união de facto com filhos em comum, filhos esses dispondo de nacionalidade portuguesa.

O Presidente diz que é politicamente injusto porque é desproporcionado, desfavorecer casais sem filhos, bem como, sobretudo, casais com filhos, dotados de nacionalidade portuguesa, mas que não são filhos em comum.

«A como que presunção material de maior coesão ou estabilidade nos casais com filhos, e, neles, com filhos em comum, filhos esses dotados de nacionalidade portuguesa é levada, da minha ótica, longe de mais», sublinha o Presidente.

E explica: «É claramente o caso se houver filho ou filhos nacionais portugueses mas que não são em comum do casal. Também, em casais sem filhos, e que, em muitos casos, os não podem ter.»

Os partidos de esquerda e o PAN aprovaram a 23 de julho, no parlamento, em votação final global, uma alteração à Lei da Nacionalidade, que permite que os filhos de imigrantes a viver em Portugal há um ano sejam portugueses.

Partilhe esta notícia!

Comentários

topo