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Covid-19. Governo espanhol muito preocupado vai apertar medidas em Madrid

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O ministro espanhol da Saúde disse hoje que Madrid deve rever as medidas de combate à covid-19, numa altura em que a capital volta a ser o epicentro da pandemia e os números no país continuam a aumentar.

O ministro Salvador Illa mostrou-se “muito preocupado” com a situação na capital espanhola e alertou que se trata de um “risco sério” para os cidadãos de Madrid.

“É hora de agir com determinação para assumir o controlo da pandemia e, ouvindo a opinião da ciência, quebrar a curva neste território”, sublinhou o ministro da Saúde, citado pela agência EFE.

O governante também defende que as medidas já aprovadas pela comunidade autónoma de Madrid, liderada por Isabel Díaz Ayuso, passem a estender-se “a toda a cidade de Madrid e a todas as populações desta comunidade que tenham uma incidência acumulada nos últimos 15 dias de mais de 500 casos por 100 mil habitantes”.

Este desencontro entre o executivo liderado por Pedro Sánchez e o de Isabel Diaz Ayuso para gerir a pandemia de covid-19 já levou à demissão do porta-voz do Grupo Covid-19 para a Comunidade de Madrid, Emilio Bouza, apenas dois dias após ser nomeado para o cargo.

Os critérios do Governo regional para escolher as áreas com restrições continuam a ser três: ultrapassar a incidência acumulada de mil casos do novo coronavírus por 100 mil habitantes, que essa tendência seja estável ou crescente e que a contiguidade geográfica facilite o controlo de mobilidade.

A Comunidade de Madrid estendeu na sexta-feira as restrições de mobilidade para tentar controlar a propagação da pandemia a mais oito áreas, mas não as estendeu a toda a capital, conforme tinha solicitado o Ministério da Saúde.

A capital espanhola voltou a ser o epicentro da pandemia no país, que notificou na sexta-feira, segundo os números oficiais, 12.272 novas infeções de covid-19, sendo 23% destas em Madrid, e um total de 4.122 casos confirmados nas últimas 24 horas.

Espanha regista já um total de 716.481 casos de covid-19 e 31.242 mortos, mais 114 que na quinta-feira, e um total de 475 mortes nos últimos sete dias.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 993.438 mortos e cerca de 32,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.971 mortos, mais de 429 mil casos), seguindo-se Itália (35.818 mortos, mais de 308 mil casos), França (31.661 mortos, mais de 513 mil casos) e Espanha (31.232 mortos, mais de 716 mil casos).

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