Vila Verde

Câmara de Vila Verde recorre a despejo de inquilina por rendas em atraso em casa sem condições

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Uma mulher da freguesia de Parada de Gatim recebeu ordem de despejo em nome da Câmara Municipal na pessoa do presidente António Vilela onde “são dados 10 dias para abandonar as instalações onde habita e pagar rendas em atraso à Câmara Municipal de Vila Verde”.

A família em questão está a morar em habitação social sem condições, com humidade, tetos caídos e situação que é do conhecimento do gabinete de ação social e do presidente da Câmara Municipal de Vila Verde que, simplesmente, “viraram as costas a esta família e usaram os meios legais para despejar uma família vila-verdense da sua casa, sem escrúpulos”, afirma fonte próxima da família despejada.

Caso remonta ao ano de 2007

Conta ao V a inquilina que no ano de 2017 alertou a Câmara Municipal de Vila Verde para o facto de a humidade estar a deteriorar os tetos da casa estando eminente uma derrocada. E assim foi, “estava em casa e ouvi um estrondo, tinha caído parte do teto e, por sorte, não feriu a minha filha com gravidade”, conta a moradora.

Desde este dia que a moradora pediu apoio para obras e da parte do município teve a aceitação mas nunca as palavras passaram aos atos. “Deixei de pagar a renda em forma de protesto, e o Dr. Adelino da Ação Social foi o próprio que me disse para deixar de pagar para, segundo ele, a Câmara fizesse as obras que tinham que ser feitas. Até hoje. Enviei uma carta ao Sr. presidente Vilela e nunca obtive resposta, nem dele, nem do gabinete de Ação Social da parte da Dra. Júlia Fernandes”.

Visita do gabinete da Ação Social e promessas falhadas

A moradora teve visita do gabinete de Ação Social composto pela Isabel Lopes, Adelino Machado e Alexandrina Cerqueira, acompanhados por técnicos do Município de Vila Verde para se verificar a situação e avançar com as referidas obras. “Veio uma equipa completa para verificar a situação. Fiquei contente porque pensei que a situação ficaria resolvida (…) até hoje”, conta ao V a moradora de Parada de Gatim desesperada com a situação.

Eletricidade ilegal promovida pela Câmara Municipal

As cinco habitações em Parada de Gatim estiveram durante anos com “contador de obras” e a situação era do conhecimento da Câmara Municipal. “A luz ia abaixo e esperávamos horas e horas para que o senhor das obras viesse mudar o fusível. A Câmara só regularizou a situação passado anos”, conta ao V a moradora.

Rendas regularizadas até aparecerem os problemas na habitação

Conta ao V a moradora que pagou as rendas “certinhas” até aparecerem os problemas na casa e pedir ajuda à Câmara Municipal. “Sim paguei, mas deixei de pagar em 2017 quando me caiu o teto de um quarto devido à humidade e de chover lá dentro… naquela altura falei com o presidente de freguesia e ele aconselhou-me a não pagar a renda até virem arranjar a casa e mandou uma carta registada a falar da situação à Câmara, mas eles nunca cá apareceram para ver a situação pessoalmente nem nunca arranjaram a casa!”

 

 

 

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