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PAN condena abate “indiferenciado” de árvores no centro da cidade de Famalicão

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O início das obras de requalificação do centro urbano de Famalicão deu também lugar ao início do abate das árvores ali existentes, património ambiental já com largos anos, quer na Praça Mouzinho de Albuquerque, quer na Praça D. Maria II.

“Apesar do PAN não ter representação na Assembleia Municipal, isso não nos inibe de solicitar esclarecimentos ao Executivo Municipal sempre que assim consideramos necessário. Relativamente a esta matéria, já o fizemos em setembro do último ano e na altura as palavras foram as que politicamente ficam bem dizer, mas a realidade está à vista.” lembra Sandra Pimenta, acrescentando que “Se nos surpreendem estas decisões? Não! Temos assistido demasiadas vezes a estes procedimentos. Se nos choca ver aquelas árvores cortadas? Sim! Consideramos que esta forma de fazer política, de fazer obra, é ultrapassada e concerne um verdadeiro atentado ambiental. No entender do PAN, deveria de ser priorizada a coexistência de usos, incluindo as árvores no planeamento desta requalificação e não a solução supostamente mais fácil: o seu abate!”

O PAN lamenta ainda que estes abates de árvores adultas e saudáveis se estejam a tornar cada vez mais recorrentes, nomeadamente para dar lugar a cimento, a outras árvores que não cumprem ainda as funções das anteriores e a jardins, sem justificações plausíveis, no entender do partido, quer do ponto de vista da intenção, quer da aplicação dos dinheiros públicos.

O PAN Famalicão, no âmbito da discussão política, dirigiu uma série de medidas consideradas relevantes a nível ambiental, as quais podem ser consultadas em anexo. Tendo já na altura mencionado a importância de preservação das árvores como parte da história e património ambiental.

Do que o partido apurou, serão 21 árvores abatidas e 67 removidas para outros locais, sendo que não existem garantias de que estas últimas resistam à transplantação.

 

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