Vila Verde

Vila Verde. Câmara despeja família com 2 filhos em habitação social “a cair aos pedaços”

Uma mulher da freguesia de Parada de Gatim recebeu ordem de despejo em nome da Câmara Municipal na pessoa do presidente António Vilela onde “são dados 10 dias para abandonar as instalações onde habita e pagar rendas em atraso à Câmara Municipal de Vila Verde”.

A família em questão está a morar em habitação social sem condições, com humidade, tetos caídos e situação que é do conhecimento do gabinete de ação social e do presidente da Câmara Municipal de Vila Verde que, simplesmente, “viraram as costas a esta família e usaram os meios legais para despejar uma família vila-verdense da sua casa, sem escrúpulos”, afirma fonte próxima da família despejada.

Caso remonta ao ano de 2007

Conta ao V a inquilina que no ano de 2017 alertou a Câmara Municipal de Vila Verde para o facto de a humidade estar a deteriorar os tetos da casa estando eminente uma derrocada. E assim foi, “estava em casa e ouvi um estrondo, tinha caído parte do teto e, por sorte, não feriu a minha filha com gravidade”, conta a moradora.

Desde este dia que a moradora pediu apoio para obras e da parte do município teve a aceitação mas nunca as palavras passaram aos atos. “Deixei de pagar a renda em forma de protesto, e o Dr. Adelino da Ação Social foi o próprio que me disse para deixar de pagar para, segundo ele, a Câmara fizesse as obras que tinham que ser feitas. Até hoje. Enviei uma carta ao Sr. presidente Vilela e nunca obtive resposta, nem dele, nem do gabinete de Ação Social da parte da Dra. Júlia Fernandes”.

José Morais (PS) apelou ao bom sendo de António Vilela
– Apela ao não despejo da família e acusa Júlia Fernandes (PSD) de falta de humanidade

Em resposta à ação da Câmara Municipal de Vila Verde, José Morais vereador do PS de Vila Verde, deslocou-se ao local para perceber a dimensão do desgaste da habitação social. Segundo José Morais: “A humidade é tanta que o teto já caiu. Num dia como hoje, a agua da chuva é recolhida com baldes. Isto é inaceitável. Aqui vive uma família com dois filhos, cuja saúde está permanentemente posta em risco. São pessoas de carne e osso que merecem ter um lar digno. A câmara deixou a casa chegar a este estado de degradação. E para cúmulo, agora, quer expulsar a família que aqui vive por, alegadamente, ter rendas em atraso”.

José Morais nas suas declarações, afirma que a vereadora Júlia Fernandes teve “falta de humanidade”. “Neste processo, a vereadora Júlia Fernandes, responsável pelas habitações e ação social, revelou uma enorme falta de humanidade. É desumano deixar pessoas a viver nestas condições e nada fazer para resolver o problema. É desumano pretender pôr uma família a viver na rua, em particular nesta fase tão difícil que atravessamos. Estar no poder para defender apenas os interesses instalados e os poderosos, é fácil. Mas a função dos políticos é defender todos, em geral, e os mais desfavorecidos, em particular. Ajudem-me a denunciar esta situação de tremenda insensibilidade social. Talvez assim resolvam o problema a esta família. E para que não fique tudo na mesma, apelo, ainda, ao senhor presidente da câmara que chame este dossier a si, suspenda a ordem de despejo e que ordene a execução imediata de obras nas habitações sociais”.

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