Vila Verde

Vila Verde. José Ilídio Torres lança novo livro: “O romântico que lia Bukowski”

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José Ilídio Torres, nasceu em 1967 em Barcelinhos – Barcelos e escreve desde muito jovem, deambulando entre vários géneros literários: poesia, crónica, conto, conto infantil e romance. «O romântico que lia Bukowski» marca o seu regresso à ficção, depois de em 2009 ter publicado «Diário de Maria Cura», romance, e no ano seguinte «Para além do tempo», contos. Depois disso e até à atualidade, publicou apenas contos infantis e poesia. Regressa maduro 11 livros depois, ao ponto de considerar este, o primeiro de uma nova etapa na sua criação literária.
Residente em Cervães já se sente com uma costela de Vila Verde. “Escolhi este concelho para viver há já cerca de 20 anos. Vivi cerca de 17 na freguesia de Esqueiros e atualmente resido em Cervães. Leciono no Agrupamento de Escolas de Prado. Tenho uma vida associativa intensa, pertencendo à Direção do VVAC (Vila Verde Atlético Clube), sou fundador e presidente da Associação Ambiental «Cabana» de Cabanelas, e coordeno a formação do Vilaverdense”, escreve José Torres.

Sinopse:

«Aquele livro tinha sido gerado e digerido no estômago da sua própria vida, e a personagem principal era ele. Tinha-a construído às claras. Aliás, quem lesse a obra, conhecendo o homem, perceberia isso de imediato. Tal como Bukowski, Carlos assumia cada canto da página, cada queda nas frases, cada ilusão nas mulheres “entrelinhas”, cada fracasso. Também as alegrias, que as tinha tido muitas. Na escrita e na vida.»

Posfácio do livro:

«O romântico que lia Bukowski» é um livro que vale a pena ler. Uma verdadeira “dádiva ao leitor”, na expressão afirmativa do próprio autor. Carlos, o autor / narrador / personagem da obra, busca uma espécie de “redenção” num exercício autobiográfico libertador de um momento de angústia existencial, através de uma prosa longe da linguagem “amaricada” de um romantismo revivido, antes de um realismo cru, plasmado em mulheres que passam pela sua vida e que são verdadeiras “deusas do sexo” como realidades afirmativas de uma liberdade plena à maneira das “mulheres” de Bukowski, uma espécie de alter-ego do narrador / personagem.
Estamos assim perante um real biográfico ficcionado numa narrativa desempoeirada através de capítulos curtos e incisivos, onde o autor / narrador / personagem busca um efeito catártico numa relação com Luísa, Isabel e Joana, as “mulheres” de Bukowski, que parecem conter, em cada uma delas, a presença obsessiva de Mara, que passa, implícita ou explicitamente, por toda a obra, marcando-a desde o seu início como uma espécie de leit-motiv justificativo da construção autobiográfica da narrativa.
Carlos, ou Alfredo, o psiquiatra enquanto voz expressiva da racionalidade ou o Chinaski de Bukowski, associando-se numa mesma personagem de um autor / narrador num labirinto, à procura de si mesmo para uma reconstrução existencial que culmina num “sarcasmo destrutivo” que talvez possa explicar o desfecho desconcertante da narrativa.
Em suma, uma obra plurissignificativa que “vive no leitor” e, por isso, lhe permite uma diversidade de “leituras”. E, neste sentido, é, de facto, uma “dádiva” que, repito, vale a pena ler.

Notas sobre a edição:

O livro é publicado pela Chiado Books Está disponível on-line em wook.pt, fnac.pt e Bertrand.pt – pode ser pedido aos balcões das livrarias Bertrand e Fnac Em breve penso que estará também nas livrarias de Vila Verde, pois estou a fazer contactos para que o possam pedir á editora.

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