Saúde

“É preciso proteger doentes covid e não covid”, alertou Marcelo

(C) LUSA

O Presidente da República pediu hoje aos portugueses que façam neste mês um esforço coletivo para conter a “subida inquietante” dos internamentos de doentes com covid-19 para se evitar “um dezembro agravado”, com “restrições mais drásticas”.

Numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que tinha acabado de assinar o decreto que declara o estado de emergência em Portugal a partir da próxima segunda-feira, por 15 dias, até 23 de novembro, e considerou que este mês constitui um “teste essencial”.

Na sua intervenção, que durou cerca de cinco minutos, o chefe de Estado defendeu que é preciso, em conjunto, “atenuar o custo da pandemia” para proteger todos os doentes, “covid e não covid”, e os seus “legítimos direitos à vida e à saúde”.

O Presidente da República alertou que este é “um desafio que não acaba neste mês de novembro, nem em dezembro, nem muito provavelmente nos primeiros meses de 2021, mas que tem em novembro, neste mês, de novo, um teste essencial”.

“As semanas que se seguem têm de ser de esforço coletivo de contenção da subida inquietante dos números de internados em geral e de internados em cuidados intensivos em especial, por forma a evitarmos todos um dezembro agravado e com isso, restrições mais drásticas para todos nós indesejáveis”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa reforçou esta mensagem, acrescentando: “Novembro é, pois, mais um teste à nossa contenção, à nossa serenidade, à nossa resistência, que vamos viver solidários e determinados – tal como solidários e determinados vivemos na primavera o arranque da pandemia e no verão a situação mais aguda na Grande Lisboa”.

“Conta o Presidente da República com cada uma e cada um dos portugueses neste esforço acrescido. Contam os portugueses com o Presidente da República, que com eles está neste segundo estado de emergência tal como esteve no primeiro, neste teste de novembro como tem estado em todos os demais, agora e sempre”, concluiu.

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