Vila Verde

“Cansaço e frustração”, o grito de desespero da restauração em Vila Verde e no país

As medidas durante o estado de calamidade e estado de emergência em era de pandemia em Portugal têm afetado muitas áreas de atividade e provocado uma recessão na economia e um aumento do desemprego em Portugal e na região.

Uma das áreas mais afetadas pela pandemia e as medidas tomadas pelo governo é a restauração – cafés, restaurantes e bares e discotecas. Em Vila Verde duas das vozes mais indignadas e ao mesmo tempo lutadoras é de Filipe Malheiro, proprietário do restaurante Palácio e do 30’s em Vila Verde, e Paulo Agostinho proprietário do café da bomba de Marrancos no concelho de Vila Verde junto à estrada nacional 201.

Filipe Malheiro desde o primeiro instante que tem tomado medidas no seu restaurante, fechos antecipados, reaberturas adiadas, take-away, adaptação do espaço e inúmeras publicações a apelar ao bom senso dos governantes para com este ramo de atividade. Paulo Agostinho é uma voz dura para aqueles que não cumprem as medidas de seguranças pois tudo se reflete depois no avanço da pandemia que prejudica a economia e em especial a área da restauração.

Ljubomir Stanisic revoltado com as novas medidas: “Queremos sobreviver”

Em comunicado das redes sociais, um dos chefes mais falados de Portugal pela sua participação em programas de televisão, escreve um comunicado que corre o país: “Cansaço. Raiva. Frustração. Sinto isto tudo. Em Março, fui uma das vozes que defendeu publicamente o encerramento dos restaurantes. Porque enfrentávamos pela primeira vez uma pandemia que não conhecíamos, não sabíamos exactamente como se propagava ou como nos poderíamos proteger. Porque a saúde e as pessoas tinham (têm) de estar primeiro. Até porque, sem elas, não existe sequer economia.
Nos mais de dois meses que estivemos encerrados e desde então, tivemos tempo. Para aprender mais sobre o vírus, para definir regras para o funcionamento dos restaurantes salvaguardando trabalhadores e clientes, para estabelecer protocolos que nos permitem manter a economia a funcionar sem comprometer a saúde. A maioria dos restaurantes têm sido exemplares no cumprimento das regras. Cumprimos tudo o que nos recomendaram e pediam e fomos mais além. Falo por nós, 100 Maneiras, mas também pelos muitos restaurantes de colegas e amigos que vi reinventarem-se com uma capacidade de adaptação admirável. Os fins-de-semana são cruciais para a sobrevivência dos restaurantes. É preciso fazer alguma coisa, é certo, mas num momento em que os restaurantes serão provavelmente dos sítios onde as normas se seguem mais à risca, esta é uma medida com uma eficácia de que duvido muito e com um custo potencialmente letal para todos os que trabalham directa ou indirectamente neste sector. São cozinheiros, copeiros, ajudantes, empregados de sala, escanções, hosts, administração, equipas de comunicação, pessoal da manutenção, mas são também os fornecedores, produtores, todos aqueles cujos produtos não encontrarão forma de ser escoados. São centenas de bocas que ficarão por alimentar. Bem sei que a restauração não é o único negócio afectado, que este é um momento duríssimo para todos. Mas permitam-nos fazer parte da solução. Não nos deixem para trás. Da nossa parte, o compromisso é absoluto. Só queremos sobreviver. Porque não é só da doença que se morre… Por isso, se puderem, vão comer: aos restaurantes de bairro, aos estrelados, aos tradicionais, aos familiares, aos alternativos… Mas vão. Não podemos ficar de braços cruzados a ver um sector morrer. Malta da restauração, façam-se ouvir”.

Café da Bomba de Marrancos sem clientes: “Como pagar impostos”

Paulo Sousa em declarações ao Semanário V fala em estado de calamidade nos cafés. “Não há clientes e os impostos têm que ser pagos”. Ainda esta semana o café da bomba de Marrancos partilhou uma foto com o café vazio, fruto do “recolher obrigatório imposto pelo governo”.

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