Braga

Mulheres Socialistas de Braga debateram “Igualdade” com Maria da Graça Moura

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As Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos da concelhia de Braga levaram a cabo mais uma Conversa para a Igualdade, desta feita com a Diretora do Agrupamento de Escolas André Soares.
Numa conversa franca e intimista, Liliana Pereira – responsável pelas MS-ID – acompanhada por Marcela Dias, foi abordado o percurso profissional de Maria da Graça Moura e o papel da escola na promoção da participação cívica. A questão da igualdade de género, da discriminação e violência esteve também em cima da mesa.
Maria da Graça Moura começou por recordar a sua escolha pelo ensino e o seu percurso profissional até chegar a Diretora de Agrupamento. Para o exercício do cargo de Diretor de Agrupamento, elencou as características profissionais e pessoais fundamentais necessárias e a capacidade de conciliar todas as responsabilidades inerentes. Referiu ainda que, no atual contexto pandémico e nesta nova normalidade educativa, o grande desafio tem sido o de agregar a segurança física com a segurança emocional, assegurando sempre a função essencial da Escola. Além disso, tem sido crucial manter uma relação de confiança mútua entre escola e encarregados de educação.
Liliana Pereira realçou que vários estudos revelam que a participação associativa dos jovens os torna adultos com mais práticas de cidadania na sociedade e enfatizou o papel da escola nesta questão. Maria da Graça Moura defendeu que a escola hoje educa para a participação cívica e incentiva o associativismo, mas na questão do associativismo estamos ainda longe daquilo que seria o considerado ideal, mas que muitos têm sido os projetos desenvolvidos em contexto escolar que têm como objetivo dar ao aluno esta visão de cidadão agente da mudança. “O caminho é por aqui, a escola não pode ser reprodutora das desigualdades sociais”, afirmou Maria da Graça Moura.
Na questão da violência foi discutido o papel da Educação e a importância do desenvolvimento de ações junto das escolas para ultrapassar os números alarmantes de violência no namoro e, no futuro, a violência doméstica. Defendeu que para isso, as escolas devem ser capacitadas com equipas multidisciplinares, contribuindo para uma maior acompanhamento dos alunos e das suas famílias.
Por último, Maria da Graça Moura defendeu que a Educação é essencial no progresso em termos de igualdade de género e pode ser fundamental na luta pela igualdade entre minorias e comunidades desfavorecidas.

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