Saúde

Casos de cancro não são identificados devido à exclusividade em tratar Covid-19

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O presidente do centro hospitalar de São João alertou hoje que “o pior ainda está por vir” para os doentes não-covid-19, como os oncológicos, cujos casos não estão a ser identificados.

Intervindo na Convenção Nacional da Saúde, Fernando Araújo, que preside ao conselho de administração do maior hospital da zona Norte, afirmou mesmo que “se corre o risco de a esperança média de vida, que esteve sempre a aumentar nos países europeus, começar a reduzir”.

“Os nossos filhos podem vir a viver menos do que nós”, argumentou, apontando que manter a assistência aos doentes que não têm covid-19 é nesta altura “um desafio”, com a procura de doentes infetados pelo coronavírus a juntar-se a “profissionais de saúde mais cansados” ou mesmo ausentes do trabalho, quer seja por estarem doentes, por estarem de quarentena ou por terem que estar com os filhos.

Apesar de os hospitais serem “dos locais mais seguros em termos de infeções”, as unidades públicas não estão a funcionar em rede “de forma suficientemente coerente ou articulada” que permita dar “uma resposta muito sustentada” à pandemia e a tudo o resto.

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