Vila Verde

José Morais (PS) quer Câmara de Vila Verde ativa: “É hora de tomar medidas de apoio”

José Morais (PS), vereador, veio a público mostrar a sua indignação com a apatia da Câmara Municipal de Vila Verde perante o avanço da pandemia.

“Neste momento crítico que todos vivemos, proponho, à Câmara, dez medidas de apoio económico aos vila-verdenses. Trata-se de um pacote ambicioso, para que assim possa ter algum efeito prático. A câmara não pode continuar apática e sem ação”, escreve José Morais em comunicado.

Medidas de apoio a famílias e empresas

José Morais apresenta dez medidas e desafia a Câmara de Vila Verde a adotá-las nos próximos seis meses. “Resumidamente, eis o pacote de 10 medidas que proponho, para vigorar durante os próximos seis meses, escreve José Morais.”

1. Isentar, totalmente, o pagamento de água, lixo e saneamento, a todas as instituições e empresas;
2. Isentar, em 50%, o pagamento de água, lixo e saneamento, a todos os consumidores individuais;
3. Isentar o comércio de taxas de licenciamento e de funcionamento;
4. Isentar até uma hora o estacionamento, mediante apresentação do talão de compras feitas no comércio local;
5. Atribuir descontos no IMI, para todas as famílias;
6. Devolver aos munícipes a totalidade do valor do IRS que a autarquia recebe;
7. Oferecer máscaras a toda a população;
8. Isentar todas as empresas da taxa de derrama;
9. Apoiar a realização de testes rápidos às comunidades escolares, aos profissionais e utentes das IPSS, aos profissionais da proteção civil, entre outros;
10. Entregar aos funcionários da câmara um *voucher *de valor igual ao que estava previsto para o jantar de Natal, a ser gasto, obrigatoriamente, no comércio local.

“Há dinheiro para as medidas”, escreve José Morais

“Não tenho dúvida nenhuma que há. É tudo uma questão de prioridades. Podia dar-vos muitos exemplos, mas bastam, e ainda sobram, os cerca de dois milhões de euros que estavam previstos para festas, as quais não se realizaram este ano. É, também, bom relembrar que quando a câmara atribuiu um subsídio de 2.500 euros para a compra de um sino de igreja, foi-nos garantido que a situação financeira da câmara era muito boa e que havia dinheiro mais que suficiente para responder à crise. Pois, então! É hora de se gastar esse dinheiro, onde realmente é preciso gastar. Tenho dito, e repetido, que o senhor presidente de Câmara pode contar com o meu total apoio para a implementação de medidas no combate à pandemia, mas para isso é necessário que surjam as medidas. Para ser sério, nem sequer estou a ser totalmente original, pois em muitos concelhos do país já vigoram algumas das medidas que apresento. Mas a verdade é que há várias câmaras com medidas concretas de apoio extraordinário aos seus munícipes, mas cá por Vila Verde, infelizmente, não se vê nada significativo. Daí o meu grito de alerta, pois Vila Verde e os vila-verdenses precisam que a Câmara acorde e trate de agir de forma enérgica”.

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