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Ventura antecipa fim de linha já este ano de um Costa “desesperado e acantonado”

(c) LUSA

O presidente do Chega previu hoje o regresso da direita ao poder em Portugal “muito em breve”, vaticinando que “este é o último orçamento liderado por António Costa”, o qual considerou estar “desesperado e acantonado”.

André Ventura discursava no encerramento do debate sobre o Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), o qual deve ser aprovado apenas com os votos favoráveis do PS e as abstenções de PCP, PAN, “Os Verdes” e das deputadas não inscritas Joacine Moreira (ex-Livre) e Cristina Rodrigues (ex-PAN).

“Eu não sou vidente, mas arrisco-me a dizer que este é o último orçamento liderado por António Costa e sei também que, muito em breve – está escrito nas estrelas -, a direita voltará ao poder em Portugal”, anteviu.

Para o líder do partido da extrema-direita parlamentar, o recente acordo para a viabilização do Governo Regional dos Açores, com PSD, CDS-PP, PPM e Iniciativa Liberal, foi “apenas o primeiro passo” para “recuperar a dignidade de um país que nunca teve outra estratégia se não estar de mão estendida à Europa”.

“Os portugueses não se deixarão enganar, quando tiverem de escolher um Governo”, apontando que os dois governos minoritários do PS foram responsáveis por “desperdício”, não lutaram “contra a corrupção e o compadrio” e permitiram que “Portugal seja hoje, novamente, um parente pobre da União Europeia”.

Segundo Ventura, “este é o orçamento não do dividir para reinar, mas do distribuir para se sustentar”, pois o executivo de Costa está “desesperado e acantonado, no voto de PAN, PCP e de duas deputadas não inscritas” e “sabe que não tem caminho para continuar”.

“(O OE2021) vai distribuir àqueles que sabe ou pensa que lhe serão fiéis numa chamada às urnas que todos sabemos que será em breve”, afirmou.

O também anunciado candidato presidencial nacional-populista dirigiu-se também aos “milhares de homens e mulheres” que se têm manifestado por apoios estatais à restauração, hotelaria e turismo, como a isenção da Taxa Social Única ou a baixa do IVA.

“Este primeiro-ministro agora virou-lhes as costas a dizer ‘paguem a fatura que eu tenho muito dinheiro para distribuir a quem não quer fazer nada’”, acusou ainda, lembrando também as reivindicções das forças de segurança e de outros na primeira linha de luta contra a covid-19: professores, enfermeiros, bombeiros, profissionais dos transportes.

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