Vila Verde

Vila Verde. Nem o recolher obrigatório pára as obras no concelho

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Vila Verde. 1 de dezembro. As ruas estão desertas. Os vila-verdenses cumprem escrupulosamente as indicações da Direção-Geral da Saúde. Vê-se poucas pessoas na rua. O trânsito, esse escasso, passando uma ou outra ambulância de longe a longe. Mas há um barulho que se ouve quem passa no centro de Vila Verde, vindo de dois pontos diferentes: as obras que decorrem no dia em que milhões de portugueses se encontram confinados em suas casas, e milhares de negócios estão fechados numa tentativa suada de travar a evolução da pandemia Covid-19.

Os 127 concelhos classificados como de risco “extremamente elevado” e de risco “muito elevado” de contágio pelo novo coronavírus terão recolher obrigatório a partir das 13.00 durante o feriado desta terça-feira, 1 de dezembro, tal como já tinha acontecido no fim de semana.

Centro de Promoção da Gastronomia e Ciências Gastronómicas

O presidente da câmara de Vila Verde, António Vilela, disse há precisamente cinco anos que o projeto da Escola Superior de Hotelaria iria avançar, através do ISAVE, se aquele espaço fosse considerado o mais adequado” e que essa seria “a prioridade”. As obras no edifício da EB1 de Vila Verde, no centro da vila, poderia vir a acolher a Escola Superior de Hotelaria, dizia então o edil.

O anúncio da obra é que ali terá lugar o futuro “Centro de Promoção da Gastronomia e Ciências Gastronómicas”.  A empreitada visa a reabilitação do edifício, convertendo-o numa unidade de promoção da gastronomia local.

A intervenção vai preservar a estrutura original, investindo principalmente na alteração da compartimentação interior e na ampliação necessária. A área exterior será integrada como espaço de usufruto público, com a demolição de muros de vedação e a definição de uma praça, promovendo o convívio em espaços exteriores e cobertos, com uma estrutura em aço e tela retratil.

Os dois pisos existentes serão preservados, alterando-se as compartimentações interiores, dotando o piso térreo com espaços administrativos, de serviços, de preparação e provas gastronómicas e de um espaço multiusos, permitindo uma relação permeável e flexível entre o interior do piso térreo e a praça exterior. O piso superior será dividido em laboratórios de ciências gastronómicas, espaços de promoção de gastronomia, salas de exposições e reuniões e terá ainda um auditório.

A obra terá um custo perto de 1,5 milhões de euros (IVA incluído), valor que foi já aprovado no último Orçamento Municipal que o Semanário V teve acesso.

Obras do futuro “Continente” no Bom Retiro

Outra empreitada que continua em bom ritmo é a já tão “não-consensual ” obra do futuro Continente, na Rotunda de Bom Retiro, junto à EN 308. Representa um investimento direto de 8 milhões de euros. Vai funcionar com um quadro de pessoal estimado de 70 funcionários.

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