Saúde

Vacinação contra a Covid-19 avança em janeiro em Portugal e terá três fases

(c) LUSA
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O plano português de vacinação contra a Covid-19 foi apresentado ontem no Infarmed, em Lisboa, e está dividido em três fases.

PRIMEIRA FASE

A vacina deverá chegar a Portugal no início de janeiro e os grupos prioritários incluem doentes com mais de 50 anos (com patologias associadas), profissionais e residentes em lares e profissionais de saúde e das forças armadas.
No total, nesta primeira fase, estima-se que serão vacinadas 950 mil pessoas, sendo 250 mil o grupo dos lares, 400 mil as pessoas com mais de 50 anos e comorbilidades associadas e 300 mil profissionais.

SEGUNDA FASE

A segunda fase abrange dois grupos: pessoas com 65 ou mais anos com ou sem patologias (que não tenham sido vacinadas na fase anterior) e cidadãos entre os 50 e 64 com pelo menos uma das seguintes patologias: Diabetes, neoplasia maligna, doença renal crónica, insuficiência hepática, obesidade, hipertensão arterial e outras patologias que poderão ser definidas posteriormente.
Deste grupo fazem parte 2,7 milhões de pessoas e esta fase de vacinação poderá estar concluída em junho ou julho, aponta Francisco Ramos.

TERCEIRA FASE

Todas as outras pessoas estarão incluídas numa terceira fase de vacinação. Francisco Ramos sublinha que há uma ressalva: “se por qualquer motivo o ritmo de vacinação for mais lento do que aquele que é o cenário base, teremos, naturalmente, que voltar a criar novos grupos prioritários e definir um terceiro grupo”.

ONDE SERÃO DISTRIBUÍDAS AS VACINAS?

As vacinas serão disponibilizadas e administradas nos centros de saúde, lares e unidades continuados.
Haverá 1200 pontos de vacinação nos centros de saúde em todo o país. Estes pontos serão os utilizados pelos 400 mil portugueses pertencentes ao grupo de risco identificado. Os residentes e profissionais de lares e internados em cuidados continuados poderão ser vacinados nas próprias instituições.
Será criado um “sistema de chamada” para a marcação da vacinação, de modo a que “sejam os serviços de saúde a identificar quem pertence aos grupos de risco. Isso será feito com base na informação disponíveis nos centros de saúde e, sabendo que há um número de portugueses que não os utiliza, existirá uma alternativa que essas pessoas possam usar para ter acesso à vacina nos centros de saúde.

UNIVERSAL, GRATUITA E FACULTATIVA

A vacinação vai ser facultativa, gratuita e distribuída a toda a população.

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