Braga

PAN questionou Câmara e Altino Bessa pelo constante abate de árvores em Braga

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A Comissão Política da Concelhia do Pessoas Animais Natureza, enviou para o vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Braga, Eng. Altino Bessa, um conjunto de questões relativas às constantes notícias de abate/substituição de árvores no concelho.

As questões, seguem-se aos recentes acontecimentos das últimas semanas, em que o abate de árvores em Braga voltou a ser notícia. O PAN Braga não pôde deixar de tentar compreender a facilidade com que esta autarquia abate árvores adultas usando como argumento compensatório a replantação de jovens árvores.

“O PAN acredita que a prioridade a nível arbóreo da cidade tem de passar pela planificação da plantação de espécies próprias em sítios adequados em meio urbano; que se adaptem as obras ao arvoredo atual (como já feito em muitas cidades); que se monitorize a evolução ao longo da sua existência como forma de prevenção; que se recuperem as espécies identificadas em risco seja por motivo de doença e/ou outro, e que só em último caso se proceda à sua substituição.” refere Tiago Teixeira, porta-voz da concelhia do PAN Braga.

As questões enviadas para a Vereação do Ambiente focaram-se em pontos identificados pelo relatório inicial da UTAD, como, por exemplo, se as 137 espécies arbóreas identificadas já foram intervencionadas, e o seu atual estado, relativamente às recentes árvores abatidas na Rua Martins Sarmento, quais medidas que estão a ser tomadas pela parte da autarquia para a monitorização das restantes árvores não contempladas no estudo de forma a prevenir futuros abates, bem como a taxa de sucesso de sobrevivência das espécies de substituição, entre outras.

De referir ainda que é pouco compreensível como é que se segundo o Vereador do Ambiente, o estudo da UTAD (onde se referem várias causas humanas para a falta de condições fitossanitárias de várias árvores, como podas extremas, faltas de tratamentos, tutores demasiado apertados, ou mesmo alcatrão em cima das bases das árvores) coincide em 90% com a avaliação da Divisão de Ambiente e Espaços Verdes, e no entanto continuou a haver árvores deixadas por tratar aguardando o seu apodrecimento como justificação para uma futura substituição.

“Este discurso compensatório de replantação de árvores não faz sentido. Como muito se tem dito e volto a realçar: uma árvore adulta (principalmente em meio urbano) tem funções importantíssimas, que a máxima da autarquia “Por cada árvore abatida plantamos três” não tem em conta. Estas 3 árvores demorarão anos a desenvolver as capacidades da árvore abatida. Temos de uma vez por todas fazer um trabalho preventivo, para que as árvores não sejam um risco nem para a população e bens, mas que consigam ter um desenvolvimento saudável que só nos vai beneficiar a todos, principalmente na qualidade de vida, e que não façamos depender a replantação e preparação da cidade para as alterações climáticas das espécies existentes” finaliza o porta-voz.

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