Saúde

Ministra recusa prazo para imunidade de grupo para evitar “mensagens incorretas”

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A ministra da Saúde, Marta Temido, recusou hoje estabelecer um prazo a obtenção de imunidade de grupo da população portuguesa contra a covid-19, ao considerar que poderia enviar “mensagens incorretas” no combate à pandemia.

“Se algum membro do Ministério da Saúde disser que é garantido que a vamos atingir em maio, junho ou julho não é com base em factos porque não temos informações para isso. Temos de ser muito sérios. Não quero passar mensagens incorretas”, afirmou Marta Temido durante uma audição conjunta da comissão da Saúde com a Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença covid-19 e do processo de recuperação económica e social.

A ministra afirmou que a exigência vai manter-se nos próximos meses e que “a esperança da vacina tem de ser acompanhada da manutenção de medidas cautelares”, reiterando a decisão de iniciar a vacinação nos centros de saúde porque “vacinar é um ato de saúde e tem de ser pelos profissionais que têm formação”.

Marta Temido abriu a porta à vacinação em espaços das autarquias numa fase mais avançada do processo, quando a operação de inoculação da população portuguesa contra a covid-19 já se encontrar “numa realidade mais lata e ampla”.

Questionada ainda sobre a circulação de dados clínicos dos utentes entre os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), a ministra assegurou que “toda a regulamentação” a nível de proteção de dados será “respeitada” e que estão a ser utilizados “vários sistemas que existem no Serviço Nacional de Saúde para poder fazer a identificação das pessoas que vão ser vacinadas” nos centros de saúde.

As primeiras vacinas contra a covid-19 chegarão a Portugal em 26 de dezembro e estima-se que até abril sejam vacinadas 950 mil pessoas. Segundo o calendário provisório de entrega de vacinas da Pfizer, em dezembro serão entregues 9.750 doses, em janeiro 303.225, em fevereiro 429.000 e em março 487.500.

Em Portugal, morreram 5.977 pessoas nos 366.952 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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