Vila Verde

Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde celebra hoje a sua fundação

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Assinala-se hoje, dia vinte de dezembro, a data da fundação da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde.

Trecho de breve resenha histórica pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde:

“E que em caso que se algum fogo levantasse, o que Deus não queira, que todos os carpinteiros e calafates venham aquele lugar, cada um com seu machado, para haverem de atalhar o dito fogo. E que outrossim todas as mulheres que ao dito fogo acudirem, tragam cada uma seu cântaro ou pote para acarretar água para apagar o dito fogo”. Por ocasião da inauguração do novo quartel, iniciara-se há poucos meses o terceiro milénio, deixamos nas páginas de “Do Sonho à Realidade” uma ténue pista que começava a responder a uma interrogação que então nos assolava: quando teria começado a verdadeira história dos nossos bombeiros, sendo irrefutável que a data de 17 de Maio de 1932 tão-somente significava o culminar de um processo de consolidação institucional, naturalmente devedor de um outro, quiçá longo e penoso, para até lá se chegar? A memoria oral vilaverdense, ainda que desperta em alguns concidadãos nossos ainda vivos, todos nascidos no primeiro quarteirão do século passado e um deles no limiar da república, foi-nos deixando pistas valiosas, sobretudo na referência que fomos colhendo a caminhos que nos conduziram ao outro lado da história que desconhecíamos por completo, mas que constituí, podemos agora percebê-lo, quiçá, o naco mais exaltante da história dos nossos bombeiros, consubstanciado no momento em que foram lançadas, por obra valorosa de um punhado de ilustres e empenhados cidadãos de Vila Verde, as sementes que, germinadas, haveriam de produzir a instituição que hoje somos. Todavia, a ponta da meada ainda andava emaranhada e, por aqui, não era humanamente possível chegar a esse 15 de Agosto de 1914 de que fala a acta da reunião de direcção de 6 de Julho de 1958. Foi na memória escrita que achamos a resposta cabal que procurávamos, a tal ponta da meada que andava perdida e que, encontrada, nos possibilitou ligar a génese dos nossos bombeiros ao dia de hoje. Numa visita que fizemos à Biblioteca Nacional pudemos olhar uma muitíssimo bem conservada colecção da “Folha de Villa Verde”, semanário que se publicou na nossa terra entre 1885 e 1945, com uma regularidade que, não sendo total, foi muito significativa, onde são guardadas memórias valiosíssimas de uma parte importante desta ainda novel sede de concelho, onde se juntaram outros vetustos territórios administrativos de antanho, que desde há muitos séculos constituíram aquele que é hoje o nosso território concelhio. No número 1257 da “Folha de Vila Verde”, dado à estampa em 1 de Outubro de 1911, noticia-se a ocorrência de dois incêndios: um, numa habitação de um padeiro da vila onde, “dada a voz d’alarme começou a afluir bastante gente…esforçando-se todos em promover a extinção do fogo, que irrompia assustadoramente das traseiras do prédio”, relatando-se, ainda que, “subindo ao telhado alguns populares, capitaneados pelo Sr. Gaspar Guimarães, que se houve com o maior arrojo e dedicação, conseguiram eles localizar o incêndio, que era extinto decorrida cerca de uma hora, tendo causado prejuízos superiores a 100$000 reis; outro, um dia depois, “ na cozinha da casa de um negociante d’esta povoação”, que “foi prontamente extinto, sendo insignificantes os prejuízos”.

“Felicitações e votos de que a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Verde continue na senda da prevenção e socorro de toda a população Vilaverdense” escreve a corporação nas suas redes sociais.

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