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PSD quer ouvir João Leão, Mário Centeno e Christine Lagarde sobre o Novo Banco

(c) LUSA
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PSD entregou hoje uma lista de 76 entidades que quer ouvir no parlamento sobre o Novo Banco, entre elas o ministro das Finanças, João Leão, o ex-ministro Mário Centeno e a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.

Num requerimento dirigido ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito às perdas registadas pelo Novo Banco e imputadas ao Fundo de Resolução, o deputado Fernando Negrão, o PSD entregou hoje um conjunto de entidades “que considera fundamentais serem ouvidas” para “a descoberta da verdade material sobre a gestão do Novo Banco, desde o momento da sua Resolução até aos dias de hoje”.

Entre elas está o atual ministro das Finanças, mas também o anterior e atual Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, a ex-ministra do governo PSD/CDS, Maria Luís Albuquerque, e ainda o ex-Secretário de Estado Adjunto, Tesouro e Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Quanto a personalidades ligadas ao Banco de Portugal, os sociais-democratas pretendem ouvir em comissão ex-Governador do BdP, Carlos Costa, e Pedro Duarte Neves, ex-Vice-Governador do BdP, responsável pela área da Supervisão, e ex-Presidente da Comissão Diretiva do Fundo de Resolução.

O atual Presidente do Fundo de Resolução, Luís Augusto Máximo dos Santos, é um dos nomes que também consta da lista hoje entregue, ao qual se junta a Presidente da CMVM, Gabriela Figueiredo Dias e o Presidente do Conselho de Administração Executivo do NB, António Ramalho.

Ao nível europeu, o PSD quer ouvir Christine Lagarde, atual Presidente do Banco Central Europeu e ainda o seu antecessor, Mário Draghi.

Na longa lista com 76 personalidades e entidades estão também incluídos os presidentes das comissões executivas da Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP e BPI, e vários economistas, entre eles, Francisco Louçã.

Os sociais-democratas entregaram ainda uma longa lista de 58 documentos aos quais querem ter acesso no âmbito da comissão parlamentar, tais como atas das reuniões do Conselho de Administração do NB “desde o momento da resolução”, relatórios de acompanhamento trimestrais do Fundo de Resolução ou ainda comunicações entre o governo português e a Comissão Europeia associados ao NB.

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