País

Governo admite “confinamento como em março”, mas com escolas abertas

(c) LUSA
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António Costa falou ao país após o Conselho de Ministros ter reunido, pela primeira vez em 2021, esta quinta-feira, dia 7 de janeiro, e um dia depois de Portugal ter batido o recorde diário de casos de Covid-19, com o registo de mais de 10 mil novos infetados com a doença, em apenas 24 horas.

O primeiro-ministro admitiu hoje que na próxima semana o Governo poderá tomar medidas mais restritivas para fazer face ao aumento de contágios e adiantou que vai proceder à audição dos partidos e dos parceiros sociais.

António Costa falava no final do Conselho de Ministros, em conferência de imprensa, salientando que essas medidas mais restritivas contra a covid-19 poderão já entrar em vigor no próximo dia 12.

O líder do executivo referiu que os números referentes novos contágios verificados na quarta-feira e hoje rondam os dez mil, “o que indicia um agravamento da situação epidemiológica” no país. “Podemos ter medidas semelhantes às de março”

Já no fim da sua intervenção, o primeiro-ministro admitiu um confinamento, como na primeira vaga da pandemia, se o número de casos diários de coronavírus em Portugal continuar a rondar os 10 mil.

“O cenário que podemos ter como provável são medidas semelhantes àquelas que tivemos em março, mas sem prejudicar o ano letivo como aconselham os especialistas”, frisou, acrescentando, no entanto, que, tal como “todos os especialistas indicam”, deve-se assegurar “o normal funcionamento das escolas”.

Recorde-se que já foi aprovada a renovação do novo Estado de Emergência até 15 de janeiro

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