Vila Verde

PS acusa câmara de Vila Verde de “assobiar para o lado” ao atraso das obras

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Em dia de visitas a obras e lançamento da primeira pedra do centro de ciências gastronómicas de Vila Verde o Partido Socialista manifestou o seu desagrado pelo atraso de obras no concelho de Vila Verde.

Escreve o PS em comunicado ( na íntegra):

“Na última reunião da Assembleia Municipal, realizada no dia 29 de dezembro, o Partido Socialista demonstrou a sua preocupação perante o atraso na conclusão de três obras municipais: a requalificação da Escola Básica de Vila Verde, a reabilitação da antiga Adega e a requalificação da Escola Básica de Prado.

Relativamente à requalificação da Escola Básica de Vila Verde, cumpre referir que está em causa uma obra que tem o custo de 1.321.620,00€ e cujo prazo de conclusão estava previsto para 23/04/2019. Sabemos que a obra está prestes a terminar, todavia, é de lamentar o atraso de quase dois anos.

Relativamente Requalificação da antiga Adega que custará ao município 2.387.887,78€ devia estar concluída a 31/05/2019. Esta obra esteve durante largos meses ao abandono sentindo-se agora alguns sinais, ainda que tímidos, da presença do empreiteiro naquele espaço. Não compreendemos nem aceitamos que uma obra que custou tanto dinheiro aos cofres do município registe um atraso de quase 2 anos.

Mais preocupante é o caso da requalificação da Escola Básica da Vila de Prado que custará 1.457.705,43€ ao município e cujo o prazo a sua conclusão estava previsto para 20/04/2019, registando, por isso, um atraso de quase dois anos.

A somar ao atraso a obra tem apresentando inúmeras deficiências que têm sido com comunicadas pela comunidade escolar e que passamos a enumerar:

1. A existência de apenas uma casa de banho para cerca de 439 alunos;
2. As salas de aula apresentam sinais de desgaste, devido à deficiente construção, uma vez que esta não previu uma proteção em vinílico até à altura de 1,5 metros;
3. A sala de informática tem apenas uma tomada por cada posto de trabalho;
4. Não existe uma cobertura na entrada principal da Escola Básica de Prado;
5. O pavilhão desportivo apresenta infiltrações nos balneários, falta de vidros bem como fissuras no novo piso em madeira, o que impede a realização das aulas naquele local há um ano.
Bem sabemos que as tentações eleitoralistas do executivo tendem a retardar todas as obras para o ano de eleições (objetivo que parece alcançado) mesmo que isso implique um sacrifício para a vida dos Vilaverdenses e para os cofres do município que continuam a ser geridos numa lógica de “bar aberto”.

Entendemos, contudo, que os Vilaverdenses merecem mais respeito, pelo que se exige uma resposta urgente às seguintes questões:

1. Que fiscalização tem sido feita por parte do município, de forma a acautelar o interesse municipal?
2. Nos contratos celebrados com os empreiteiros o município assegurou o interesse municipal com a adoção de cláusulas que sancionem o atraso da conclusão dos trabalhos?
3. Como explicam tamanhos atrasos ?
4. Que sanções vai aplicar aos empreiteiros por via dos atrasos?
5. Como é que a vereadora da Educação, Professora Júlia Fernandes, tem convivido com tudo isto, sabendo que estes atrasos e os defeitos das obras têm prejudicado o regular funcionamento das escolas, e que medidas adotou para mitigar tais problemas?
É necessário que o Presidente e os vereadores envolvidos tomem medidas imediatamente. Estamos a falar de obras que custam milhões euros aos cofres de um município endividado. Está em causa dinheiro público, pelo que o executivo não pode, simplesmente, assobiar para o lado e fingir que nada se passa. É tempo de perceber que os Vilaverdenses mais do que eleitores, são cidadãos”.

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