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Vitorino Silva quer assistir a reunião do Infarmed para levar “o que o povo” transmitiu

(C) LUSA
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O candidato presidencial Vitorino Silva pretende estar presente na reunião com especialistas, que vai decorrer na terça-feira para discutir a evolução da pandemia em Portugal, se houver essa possibilidade, para “levar aquilo que o povo” lhe tem transmitido

“Eu se for a essa reunião vou levar aquilo que o povo tem transmitido, é por isso que sou candidato, para dar voz ao povo”, disse à agência Lusa Vitorino Silva, em entrevista que vai ser divulgada na terça-feira.

O candidato, que também é fundador do RIR (Reagir, Incluir, Reciclar), falava da hipótese de os sete candidatos a Belém poderem integrar a próxima reunião entre o Governos, os partidos com assento parlamentar e epidemiologistas e especialistas em saúde pública no Infarmed, na terça-feira, 12 de janeiro, para discutir a evolução da pandemia no país, para avaliar a necessidade de medidas mais restritivas para mitigar a propagação da covid-19, numa altura em que o país já ultrapassou por duas vezes as 10.000 infeções diárias.

Vitorino Silva considerou que “é importante todos os candidatos marcarem presença em todos os assuntos importantes para o futuro do país”, uma vez que “a opinião de todos é um contributo” para um combater o SARS-CoV-2.

“Vou dar a minha opinião e a minha opinião é aquela que ouço na rua, no meu gabinete, e o povo é que sabe. Porque não são só os iluminados, não é só os doutores, também têm de ouvir o povo avulso”, exortou, razão pela qual pretende levar aquilo que considera ser a perspetiva de “uma pessoa do povo, mesmo ali das bases”.

Em Portugal, morreram 7.590 pessoas dos 466.709 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado com efeitos desde as 00:00 de 08 de janeiro, até dia 15.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral decorre entre 10 e 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Desde 1976, foram Presidentes António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006) e Cavaco Silva (2006-2016). O atual chefe de Estado, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que se recandidata ao cargo.

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