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António Costa: “A regra é simples: Cada um de nós deve ficar em casa!”

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António Costa revelou, esta quarta-feira, a partir do Palácio da Ajuda, em Lisboa, as medidas do novo (e nono) Estado de Emergência, que vigorará entre as 00h desta sexta-feira, dia 15 de janeiro, e as 23h59 de dia 30.

Tal como previsto, o primeiro-ministro salientou que “a regra é ficar em casa”, ou seja, Portugal vai regressar ao “recolhimento domiciliário” tal como aconteceu em março e em abril.

A exceção são as escolas, que se mantêm em funcionamento.

“Tendo pesado os prós e contras da decisão, os prós superam os contras”, explica Costa. E repete que as escolas estarão abertas desde a pré até ao pós universitário.

 

“Não é aceitável haver mais de cem mortes por dia”

António Costa acredita que tem de se assumir uma “responsabilidade solidária”, com o “cansaço” a não poder assumir a dor de ter não de uma centena de mortes por dia. “Não é aceitável”, assegura.

Coimas para quem viola regras relativas à pandemia “são duplicadas”, diz Costa

Alterações teletrabalho: O teletrabalho é imposto sem ter de haver acordo com entidade patronal e trabalhador, é sempre obrigatório quando possível. “E para assegurar que e cumprido, é muito grave a coima de violação desta obrigação”, diz.

Coimas previstas de violação das normas relativas à pandemia — como não usar máscara na via pública — “são duplicadas”, anuncia ainda Costa.

“Nunca haverá qualquer restrições” de voos para ilhas

Questionado sobre os voos para as regiões autónomas, “nunca haverá qualquer restrição para voos de e para regiões autónomas”.

Quanto às ações de fiscalização das medidas que foram agravadas, como o teletrabalho e o uso de máscara, a PSP fará o seu trabalho.

Apoios do Estado serão reforçados e alargado

Já os apoios do Estado serão, segundo António Costa, reforçados e alargados. “Todas as atividades que serão encerradas vão ter acesso ao lay-off simplificado”, garantiu o Chefe do Governo.

Cabeleireiros e barbearias estarão fechados

Mais perguntas, sobre serviços concretos se ficam ou não abertos. Costa responde que devemos assumir as medidas para o próximo mês, mas daqui a 15 dias haverá revisão. “Mas assumamos o horizonte de um mês” para esta medidas.

Quanto aos serviços que se mantêm abertos são os mesmos que estiveram abertos em março e abril e que “os cabeleireiros e barbearias ficarão encerrados”.

Desporto profissional mantém-se, mas sem público

Relativamente as atividades desportivas, as de lazer são mantidas com as mesmas regras e as ligas profissionais são mantidas nos mesmos termos em que acontecem agora, “sem público”.

Não há motivos para correr ao supermercado. Restrições de horários já não existem

Transportes públicos têm assegurado “o melhor possível o seu funcionamento”, apesar de não serem considerados um meio propício de contágio.

Os serviços religiosos vão manter-se com as regras da DGS e há mais exeções: estabelecimentos de bens alimentares, higiente pessoal, casa, alimentação para animais, veterinários, lojas de ferragens. Há muitos estabelecimentos que se mantém abertos, “os mesmos que em março e abril”.

Quanto aos supermercados, “não há motivo para que pessoas corram” porque “não haverá restrições de horários”.

Governo apresenta amanhã mais medidas para vários setores

A ministra da Cultura e Economia vão apresentar medidas para os setores mais prejudicados amanhã e as questões fronteiriças estão definidas e não têm alterações.

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