Braga

SEPNA/GNR adverte câmara de Braga a limpar resíduos em Nogueira após denúncia

(c) Carlos Dobreira
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Carlos Dobreira conta que no seguimento da sua comunicação/denúncia, via e-mail, do dia 28 de dezembro de 2020, dirigida ao Diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (GNR), este informa que foi contactado pelo Diretor do SEPNA, Coronel Vítor Caeiro, a informa de que o teor da mesma (ao qual foi atribuída o n.º 121672/2020 da LSOS) foi validada.

Escreve Carlos Dobreira: “Conforme e-mail hoje recebido pode ler-se que “…após a situação comunicada por Vª. Ex., cuja denúncia ficou registada com o n.º 121672/2020, o Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Braga, deslocou-se ao local visado, efetuando diversas diligências, verificou a existência do abandono de diversos tipos de resíduos, nomeadamente resíduos sólidos urbanos e resíduos de construção e demolição, desconhecendo-se o seu autor. Neste contexto e no âmbito das suas competências, o SEPNA elaborou informação de serviço, remetida à Câmara Municipal de Braga, de forma a que os mesmos providenciem a recolha dos resíduos existentes no local.”

Conclui Carlos Dobreira que “a postura do SEPNA/GNR tem sido exemplar perante as denúncias que tenho feito, em particular do Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Braga”.

Email na íntegra enviado para o SEPNA por parte do cidadão Carlos Dobreira

“Exmo. Senhor

Diretor do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (GNR)

Ontem de manhã, em Nogueira (no concelho de Braga), desde as traseiras do Hospital Privado de Braga, a Travessa da Igreja até à Rua do Barral foi possível observar muitos resíduos nas bermas da estrada e não só. Assim, os resíduos são diversos desde partes de paredes, baldes de tinta, metais diversos, tijolos, cartões, persianas, pneus, plásticos, entulho e restos de comida.
Muito próximo do final da subida da Travessa da Igreja, uma das encostas revela a presença de toneladas de resíduos com muito mobiliário, tijolos, placas rígidas de espuma poliestireno extrudido, azulejos, vidros, óleos, espumas de isolamento acústico, telhas, mesas, partes de frigoríficos e arcas, armários, cimento, latas, alumínios, plásticos e fitas de cintagem, areia, muitas sanitas, granito, mosaicos de vidro anti-deslizante, madeiras diversas, aparelhos elétricos.
Os resíduos encontram-se junto a linhas de águas e próximos de terrenos agrícolas.

É um cenário dantesco que em nada abona a favor da freguesia e revela bem a falta de fiscalização, a inércia da autarquia na denúncia destes atos ilegais e a ausência de uma política estruturada de Educação ambiental no concelho de Braga.
Face ao exposto, anexo créditos elucidativos e acesso a vídeos no link do Grupo FB Movimento pela Cidadania Bracarense, solicitando a realização de diligências consideradas pertinentes.

Grato
Carlos Manuel Dobreira”

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