Guimarães

Guimarães dá exemplo: Pagamento de estacionamento à superfície suspenso

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Medida entrou em vigor esta segunda-feira em todas as zonas de estacionamento de duração limitada (parcómetros)

O presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, determinou a suspensão do pagamento de taxas em zonas à superfície no espaço público de estacionamento de duração limitada.

Em nota enviado ao Semanário V, o Município diz que esta medida visa reforçar as “medidas de apoio, proteção e segurança da população, no âmbito do atual estado de emergência.”

A suspensão do pagamento das taxas correspondentes à utilização das Zonas de Estacionamento de duração limitada (parcómetros), exploradas diretamente pelo Município ou pela empresa municipal VITRUS Ambiente, entrou em vigor esta segunda-feira, 25 de janeiro, e manter-se-á até à reavaliação do atual estado de emergência nacional.

Em Vila Verde a “caça à dupla multa” continua desde o 1º Estado de Emergência devido à pandemia Covid-19

Como já noticiou o V na passada semana, os locais de estacionamento concessionados à Sociparque pela Câmara de Vila Verde são vigiados pelos fiscais de ambas as entidades e os condutores falam em “caça à multa”.

Já no passado esta situação, recorrente, foi motivo de revolta por parte de muitos vila-verdenses. Em março do ano passado, no primeiro Estado de Emergência no país devido à pandemia Covid-19, viaturas de funcionários do Montepio de Vila Verde foram “multados” duas vezes no mesmo sítio pela mesma infração. Foi deixado um “aviso de incumprimento” pela empresa que explora o estacionamento na via pública a Sociparque, e um “aviso de contraordenação” deixado pelo Município de Vila Verde.

Cristina Barbosa, gerente do Montepio de Vila Verde, em nota enviada ao V no ano passado, não escondia a indignação: “hoje pelas 10:27h fomos surpreendidos pelos avisos nos três automóveis estacionados em frente ao balcão, todos eles de funcionários do Banco Montepio. Já que temos que trabalhar parece-nos óbvio estacionar o mais próximo do nosso local de trabalho possível evitando assim deslocações a pé e mais exposições.”

Para Cristina Barbosa esta é uma “situação vergonhosa”. Dizia que os “bancos são uma das atividades que têm obrigatoriamente que estarem disponíveis para atendimento ao público” e portanto os funcionários do banco não podem ficar em casa “junto das nossas famílias , protegendo-nos a nós e aos nossos, desta pandemia que pôs o pais em situação de Emergência Nacional.”

A gerente dizia mesmo que “por todos, pomos todos os dias a nossa saúde em risco para poder continua a servir os portugueses. E fazê-lo com orgulho, uma vez que temos consciência que determinadas situações são urgentes e inadiáveis.”

No entanto, não entende como a Sociparque continua a “multar” as viaturas estacionados em frente ao banco: “não compreendemos, como é que a empresa Sociparque tem a ousadia de multar os nossos carros estacionados em frente ao nosso local de trabalho, quando a rua está completamente deserta ( não estando portanto as nossas viaturas a condicionar o estacionamento dos demais).”

Cristina Barbosa interrogava: “questiono-me se a atividade destes senhores da Sociparque também ela é considerada Serviço Essencial obrigando-os a andar nas ruas a fiscalizar os estacionamentos, ou se não deveriam eles mesmos ficar em casa evitando desta forma a propagação do vírus, sendo também agentes da saúde pública.”

“Enquanto preparava este mail foram os fiscais municipais que também juntaram mais um aviso de contra-ordenação”, rematou.

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