Educação

Escolas fechadas em ‘ensino online’ no novo estado de emergência

(c) LUSA
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Todas as escolas de todos os níveis de ensino estão encerradas desde 22 de janeiro, uma medida anunciada pelo Governo para conter a pandemia de covid-19. Além das escolas também todas as creches e ateliês de tempos livres vão permanecer encerrados durante 15 dias, o mesmo acontecendo com os tribunais de primeira instância, que só funcionam para atos processuais urgentes. As medidas, entre outras, foram anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, e seguem-se a outras já anteriormente tomadas para tentar conter a propagação da covid-19.

Os pais de crianças até aos 12 anos têm direito a faltas justificadas ao trabalho, desde que não se trate de teletrabalho, e um apoio semelhante ao que vigorou em março do ano passado, durante o primeiro confinamento. O ensino para crianças com necessidades educativas especiais não é interrompido e também se mantêm em funcionamento escolas, e creches de acolhimento, para crianças com menos de 12 anos cujos pais trabalhem em serviços essenciais.

Escolas devem manter-se fechadas e em “ensino online”

O primeiro-ministro afirmou que não acredita que as aulas presenciais possam ser retomadas no espaço de 15 dias face à evolução da situação epidemiológica do país e adiantou que a alternativa será o ensino “online”. Esta convicção foi transmitida por António Costa no final do programa “Circulatura do Quadrado”, na TVI-24, moderado pelo jornalista Carlos Andrade, com a participação habitual da líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, do antigo dirigente do PSD Pacheco Pereira e do membro do Conselho de Estado António Lobo Xavier.

“Não acredito que daqui a 15 dias se regresse ao ensino presencial”, declarou o líder do executivo, que também adiantou que o Governo não repetirá a medida que tomou na sexta-feira passada no sentido de decretar uma interrupção no ano letivo, com compensações nos períodos tradicionais de férias.

“Por isso, devemos retomar o ensino online”, admitiu António Costa.

No programa, após críticas feitas pelo antigo dirigente do CDS António Lobo Xavier às posições assumidas pelo ministro da Educação a propósito da suspensão das aulas presenciais, o líder do executivo saiu em defesa de Tiago Brandão Rodrigues. “Ninguém proibiu ninguém de ter o ensino online”, advogou António Costa, recusando que o seu executivo entre “numa discussão fantasma” e que haja “preconceitos” em relação ao ensino do setor privado.

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