Curiosidades

GNR multa dono de restaurante em Fátima por deixar clientes irem à casa de banho

(c) Taberna do Baco
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O restaurante Taberna do Baco, em Alvega – Fátima, foi alvo de uma fiscalização da Guarda Nacional Republicana (GNR) e foi multado por deixar os clientes servirem-se da casa de banho enquanto esperavam pelo almoço em serviço take away, segundo avança o Tomarnarede.

“Tínhamos um grupo de 5 operários à porta à espera de comida para levarem, 4 pediram para ir ao WC, o que deixei por achar normal, já basta terem de ir comer para a carrinha de serviço, ao menos que possam fazer as necessidades”, relata o proprietário do restaurante em comunicado a que o Semanário V teve acesso.

GNR identificou o proprietário e clientes

A GNR identificou-o bem como a todos os clientes e aplicou uma coima de mil euros por ter deixado entrar os clientes no estabelecimento. “Não paguei e vou contestar”, adianta o empresário.

Em declarações exclusivas ao Semanário V, o dono do restaurante, explica que “os clientes em questão estavam a aguardar a sua encomenda em Takeway á entrada da porta junto a uma mesa que montamos do lado de fora do restaurante para rececionarmos os clientes. Chegou o carro da GNR, 4 dos clientes pediram para ir ao WC como era habitual, nós deixámos pensando que não estávamos a fazer nada de errado, os agentes perguntaram o que é eles iam fazer para dentro do restaurante, nós dissemos, e o agente disse que não era permitido a entrada de clientes
por nenhum motivo, o colega do mesmo grupo de operários que ainda aguardava do lado de fora já não entrou. Um dos agentes pediu e entrou no estabelecimento para verificar se havia mais alguém no interior e na esplanada coberta, o que não se verificava, depois identificaram os clientes e a mim como proprietário dizendo que iria ser multado em 1000€, questionando se queria pagar logo, eu disse que não e que iria contestar pois achava que a lei deveria contemplar algumas exceções como esta.

Proprietário do restaurante defende atuação da GNR

O Agente educadamente explicou que estava no meu direito e que estava apenas
a fazer o seu trabalho que é fazer cumprir a lei, o que compreendo, condeno apenas a lei e quem a elaborou e aprovou, não se admite negar este direito a ninguém, muito menos nesta altura em que se apela tanto aos cuidados de
higiene e desinfeção. No dia seguinte enviei um mail ao Sr. comandante da GNR, foi ele que levantou o auto, questionando se os fornecedores que normalmente recebo no interior do estabelecimento podiam entrar, o Sr. Comandante ligou-me esclarecendo todas as minhas duvidas e informando que a coima não iria ser de 1000€, mas sim de 2000€ visto se tratar de uma empresa. Aproveito para condenar todos os comentários ao post, que condenam a
atitude da GNR, salientando mais uma vez que foram muito corretos e educados estando apenas a fazer cumprir o que a lei determina. Esperamos agora que o juiz que vá avaliar o nosso recurso compreenda que agimos de boa fé pensando que estávamos a agir corretamente e que nos retire a coima, que neste momento era o fim de mais uma empresa que está a lutar por sobreviver e aguentar os postos de trabalho que são o sustento de 5 famílias.

Recorde-se que no atual estado de emergência em vigor, os restaurantes apenas podem trabalhar em serviço de take-away e entrega ao domicílio, sendo proibido a permanecia de clientes dentro dos estabelecimentos e as vendas “ao postigo”.
Ainda esta semana em Braga tal como noticiou o Semanário V, foram identificados clientes dentro de um estabelecimento a funcionar com a porta fechada, que estavam a consumir bebidas no interior do café.

O Semanário V tentou contactar o proprietário do estabelecimento mas não obteve resposta até ao momento.

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