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“André Ventura é o vencedor das eleições [presidenciais]” – Luís Marques Mendes

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Na análise aos resultados das últimas Eleições Presidenciais, Luís Marques Mendes (LMM) – comentador e antigo presidente do PSD – disse esta noite, na SIC, que “André Ventura, do ponto de vista partidário, é o vencedor das eleições.” Diz que Marcelo Rebelo de Sousa venceu “no plano institucional.”

A esquerda em declínio, ascensão meteórica do Chega

Para LMM, a esquerda sai derrotada destas eleições: “o PCP e o Bloco de Esquerda tiveram umas derrotas pesadas.” Para o comentador, apenas a esquerda perdeu: “à direita não houve derrotas mas com a ascensão meteórica do Chega, PSD e CDS ficaram enfraquecidos.”

“Efeito Ventura”

Para o comentador, o crescimento do Chega já está a provocar consequências à direita: “portanto, há aqui um efeito Ventura que já começou a dar-se no CDS com demissões. O Filipe Lobo D’Ávila, que era uma ‘peça’ muito importante e sobretudo com Adolfo Mesquita Nunes – que é dos políticos mais competentes que eu conheço – a pedir um congresso extraordinário e a disponibilizar-se para se candidatar à liderança.”

O vice-presidente do CDS-PP Filipe Lobo d’Ávila e os vogais da comissão executiva Raul Almeida e Isabel Menéres Campos, do grupo Juntos pelo Futuro, pediram a demissão dos respetivos cargos, na passada quinta-feira.

Futuro do PSD passará por Pedro Passos Coelho?

Diz LMM que “no PSD a haver uma clarificação será daqui a um ano, em janeiro de 2022, porque a seguir às Eleições Autárquicas há as Eleições Diretas, e portanto pode haver duas coisas que ajudam a uma clarificação na ocasião. Por um lado são as Eleições Autárquicas – correm bem, ajudam Rui Rio, não correm bem dificultam a vida a Rui Rio – e segunda questão, o eventual regresso de Pedro Passos Coelho.”

LMM aponta um possível regresso de do antigo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, para daqui a um ano: “se Passos Coelho tomar mesmo a decisão de regressar à liderança, não é nem antes nem depois de janeiro de de 2022: é em janeiro de 2022, e aí pode haver um confronto entre Rui Rio e Passos Coelho.”

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