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Cobra-de-água-de-colar-mediterrânica captada em fotografia no Gerês

(c) Abílio Costa / Todos os Direitos Reservados
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A cobra-de-água-de-colar-mediterrânica (Natrix astreptophora) pode ultrapassar os 150 centímetros de comprimento total, sendo as fêmeas habitualmente maiores que os machos, segundo o Museu Virtual da Biodiversidade da Universidade de Évora. “A coloração dorsal é variável, variando entre o verde-oliváceo, o acinzentado, o acastanhado ou mesmo o pardo; exibe um padrão de pequenas manchas negras irregulares, espalhadas ao longo do corpo.” A cobra-de-água-de-colar-mediterrânica (Natrix astreptophora) é uma boa nadadora.

Réptil capturado no Gerês

Pela lente de Abílio Costa o reptil foi capturado na Serra do Gerês, no concelho de Montalegre. Ao Semanário V o fotógrafo conta que já viu alguns destes exemplares e esta foi “uma foto marcante”. Não divulga o local exato do click para evitar pesquisas sobre a espécie e o seu habitat.

Cobra-de-água-de-colar-mediterrânica

Em muitas regiões da Europa, a cobra-de-água-de-colar é a espécie de cobra mais comum. Mas a taxonomia das cobras-de-água ainda está relativamente pouco estudada. Há alguns anos, foi feita uma descoberta entusiasmante. “Até há pouco tempo, esta era considerada uma subespécie da cobra-de-água-de-colar (Natrix natrix), mas estudos recentes demonstraram que a população ibérica é diferente e tem estatuto de espécie”, explicou Luís Ceríaco. Foi, então, reconhecida como cobra-de-água-de-colar-mediterrânica (Natrix astreptophora).

Num artigo científico publicado em 2016, uma equipa de investigadores recomendou que esta cobra fosse reconhecida como uma espécie diferente. “A Natrix astreptophora difere, consistentemente, de todas as outras cobras-de-água pela coloração avermelhada da íris, por ter menos escamas ventrais e por ter outra morfologia do crânio”, escreveram os autores do artigo.

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