Vila Verde

Namorar Portugal. “Em fevereiro os holofotes do país acabam por estar virados para cá”

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“A edição de 2021da programação ‘Fevereiro, Mês do Romance’ foi adiada por tempo indeterminado face ao agravamento da pandemia de Covid-19 em Portugal”, lê-se em comunicado emitido pela autarquia vila-verdense.

O Município e Vila Verde, liderado pelo social-democrata António Vilela faz saber que “apesar de prevista uma programação de carácter minimalista, onde estavam excluídas atividades que envolvessem público ou promovessem qualquer tipo de ajuntamento, assim como um desfile de moda online, o Município de Vila Verde decidiu, perante o contexto atual, proceder ao seu adiamento. Uma eventual nova data será definida e anunciada, assim que a Direção-Geral da Saúde determinar que estão reunidas todas as condições de segurança para o efeito.”

Para compensar, a ideia passará por, durante este mês, “recordar alguns dos momentos mais marcantes da edição de 2020 e reforçar a presença online da marca, sobretudo através das redes sociais.”

Júlia Fernandes, vereadora da Cultura da CM Vila Verde © Semanário V

Em publirreportagem publicada na revista Minha deste mês (cujo proprietária é o Diário do Minho), Júlia Fernandes, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Verde, diz que este projeto tem superado as expectativas: “ele surge de uma forma espontânea no seguimento do trabalho que é feito pela Aliança Artesanal, fundada em 1988.”

Diz a vereadora que no caminho que têm feito ao longo de 30 anos apostaram na “divulgação da nossa tradição e transportamo-la para a modernidade.” Júlia Fernandes fala em mais de 70 parceiros associados à marca Namorar Portugal, “uns mais dinâmicos que outros.”

“Quando chega fevereiro, combatemos a sazonalidade. Os holofotes do país acabam por estar virados para cá”, diz a vereadora acrescentando que o projeto “traz muitos visitantes a Vila verde, o que tem influência posteriormente  no comércio local, na restauração, nas quintas de eventos, entre outros.”

Recorde a reportagem feita por Ariana Azevedo – Semanário V – em 2016 sobre o Namorar Portugal

“Se hoje não servem para conquistar o amado, servem para conquistar o mundo”

Canetas, bicicletas, sombrinhas e chapéus de chuva. Postais, porta-chaves, roupa, calçado, vinho, mel, azeite, bonecas e, como não poderia deixar de ser, Lenços dos Namorados, cujos motivos estão presentes por toda a parte. Falamos, claro está, dos Produtos Namorar Portugal, a marca que tornou Vila Verde coração de Portugal, e que está nas bocas do mundo.

O mês do romance está à porta. Fomos ao encontro de uma das principais figuras impulsionadoras do projeto que faz com que o amor aconteça em Vila Verde durante o mês de fevereiro: Júlia Fernandes, vereadora. Corria o ano de 2009 quando Júlia começou a Namorar Portugal. Mas o namoro é muito mais antigo.

“Bordei lenços dos namorados durante toda a minha vida. É paixão que me acompanha desde que nasci. Dei um lenço dos namorados ao meu marido quando começamos a namorar porque sempre quis manter a tradição”.

Tradição associada a modernidade. O binómio que acompanha a marca Namorar Portugal. Foi a partir do tradicional que surgiu o desafio contemporâneo: passar do pano de linho para a cerâmica, para o imobiliário, para o têxtil, e porque não para outros materiais? Os Produtos Namorar Portugal expandiram-se de tal forma que ninguém fica indiferente. Segundo Júlia Fernandes, “neste momento não andamos atrás de pessoas que queiram pertencer à marca. Nós temos é de selecionar que mais se adequam a nós. Sei que vou estar a meio de fevereiro a receber interessados em parcerias para o futuro”.

E por falar em mês do romance, adivinham-se novidades. Os holofotes viram-se para Vila Verde. Aos 30 parceiros que já trabalham com a marca Namorar Portugal, vão juntar-se mais 16. Uma família muito grande, sempre com tendência a crescer. A par disso, os produtos Namorar Portugal vão surgir em espaços em Braga, no Porto e em Lisboa.

Vila Verde tem-se afirmado como o território “onde o amor acontece”. Prova disso é que são cada vez mais os casais que vêm de todo o país para planear o casamento em Vila Verde. “Querem casar sob o signo dos lenços dos namorados. Querem uma sala enfeitada, querem um bolo, o vestido bordado, os sapatos, o bouquet…”, explica Júlia Fernandes. “É aliciante perceber que o trabalho não está todo feito, os passos que se dão têm de ser firmes, bem dados. É um desafio em permanência. Ainda falta fazer muito, mas estamos no bom caminho. Nada se faz de uma vez só que não tenha consistência.”

O desafio é crescer, mas sempre com cautela. Júlia Fernandes explica porquê: “Temos de ter muito cuidado para que a marca seja sempre de prestígio, associada a produtos de qualidade. Não podemos deixar que se banalize. Estamos a falar de um ícone vila-verdense”.

A vereadora da cultura acredita que a marca já conquistou o país. E mais. “Apaixona as pessoas, apaixona pela sua beleza, simplicidade, mas também pela tradução de tudo o que são os sentimentos mais profundos e que, se hoje não servem para conquistar o amado, servem para conquistar o mundo”.

É fácil falar de Amor. Fazê-lo acontecer, só mesmo em Vila Verde.

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