Vila Verde

O Parque Industrial de Gême que António Vilela desconhece

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Parque Industrial de Gême

Quem entra no Parque Industrial de Gême pela Estrada Nacional 101, encontra logo à sua direita os estaleiros da Câmara Municipal de Vila Verde. Logo a seguir, apresenta-se o armazém da “Quinta dos Moinhos Novos”, onde se produzem queijos artesanais do Minho com venda ao público. À direita, temos o primeiro loteamento de armazéns, com as áreas quase todas ocupadas. Nas restantes zonas, vê-se um pouco de tudo, entre obras inacabadas, terrenos vazios e mato. Muito mato.

Parque Industrial de Gême – 08.02.2021 © PMM / Semanário V

As ruas estão em mau estado. Os passeios são um autêntico atentado à integridade física das pessoas: o musgo no chão é tal em certas vias pedestres, que se tornam praticamente intransitáveis. A vegetação tomou conta do que outrora tinha sido idealizado para a circulação de pessoas.

Parque Industrial de Gême – 08.02.2021 © PMM / Semanário V

Alguns empresários, à conversa com o Semanário V, na passada segunda-feira (8) diziam-se “abandonados pelo Município”. Há muito tempo que reivindicam uma intervenção por parte dos serviços públicos, quer na manutenção dos passeios e das estradas, quer com a vegetação de terrenos que, não estando ocupados, são preenchidos pela natureza, deixando um cenário de desmazelo. “É esta a porta de entrada que nós temos para os clientes que nos visitam. É esta a porta de entrada ao tecido empresarial de Vila Verde”, desabafou um dos empresários ao V.

Preocupação de Vilela é encaminhar indústria para o norte do concelho

António Vilela, edil, em resposta à publirreportagem publicada na revista Minha deste mês (cujo proprietária é o Diário do Minho), diz que a sua preocupação neste momento é “tentar encaminhar alguma indústria para norte [do concelho]”. Diz ainda que “o Parque Industrial de Gême está completamente cheio” e que o executivo que lidera está “a tentar ampliar essa área.”

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Centro Empresarial de Gême

Centro Empresarial de Gême – 08.02.2021 © PMM / Semanário V

Na parte superior do Parque Industrial de Gême , entramos no Centro Empresarial de Gême. Ambos se confundem, mas este último é privado. Na rua apenas lá está o Grupo DG, com quatro pavilhões.

Já em 2018 noticiamos que, aquele lote, construído à posteriori do Parque Industrial de Gême, não pertence à autarquia, mas sim a um privado que iniciou ali a construção de um loteamento. No entanto, depois de vender o primeiro lote à empresa supracitada, abriu insolvência e o resto daquele loteamento ficou apenas com as fundações. Entretanto, soube o V que o restante loteamento foi recentemente comprado pela JC Group.

Apesar de ser privado, estradas e passeios daquele loteamento passaram para domínio público. Na mesma reportagem de 2018 demos conta de que essa parte norte do Parque Industrial vivia sob ameaça de derrocada eminente, devido à instabilidade do muro que separa os lotes do parque mais a norte. Ao que o Semanário V constatou no local na altura, as fundações de um dos lados do passeio e zona de estacionamento da via mais a norte do parque estavam a aluir, estando já o passeio “cortado” pela metade com uma frincha que fez aluir em meio metro parte daquela infraestrutura, dividindo-a ao meio. A parte que cedeu está encostada a um muro de 50 metros que protege as empresas sediadas no parque inferior, sob a sombra do mesmo muro que ameaça ruir.

Na altura dos primeiros aluimentos, a administração da empresa Grupo DG, única sediada na parte superior daquele parque industrial, contactou a Câmara de Vila Verde, que enviou funcionários ao local para resolver a situação. No entanto, e como constatámos, os funcionários colocaram pedregulhos para impedir estacionamento e passagem naquele local, não mais lá voltando.

O projeto de loteamento previa a continuidade da rua para circundar todo o parque industrial. Até ao momento, nada foi feito.

Centro Empresarial de Gême – Fotografia de outubro de 2018 © Semanário V

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